- Em 2021, estudo da Associação Europeia para o Estudo do Fígado mostrou que doenças hepáticas são a segunda maior causa de perda de anos de trabalho na Europa, atrás de doenças cardiovasculares.
- No continente, cerca de 780 pessoas morrem por dia de cirrose ou câncer de fígado; a mortalidade por câncer de fígado aumentou aproximadamente 50% nos últimos vinte anos.
- A esteatose hepática tornou-se problema relevante, associada ou não ao álcool, impulsionada pela obesidade e pelo uso de ultrassom para diagnóstico.
- A Assembleia Mundial de Saúde deve incluir a esteatose hepática no grupo de doenças não comunicáveis, ao lado de diabetes, hipertensão e outras.
- Fatores de risco incluem obesidade, diabetes tipo dois, hipertensão, colesterol alto, sedentarismo e consumo excessivo de açúcares; a prevenção foca em peso, atividade física e hábitos alimentares, além de abstinência de álcool quando houver.
O fígado costuma sofrer em silêncio, mas sua saúde está longe de ser discreta. Males hepáticos já são a segunda principal origem de perda de anos de trabalho na Europa, atrás apenas de doenças cardiovasculares. A cada dia, cerca de 780 pessoas morrem de cirrose ou de câncer de fígado no continente.
Pesquisas recentes associam a esteatose hepática a fatores como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e consumo excessivo de açúcares. A proteção passa por prevenção, diagnóstico precoce e mudanças de hábitos, incluindo alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.
A tecnologia de imagem, como a ultrassonografia, permitiu detectar gordura no fígado antes de sintomas graves. Ainda assim, muitos pacientes não percebem o problema por apresentarem quadro leve ou ausente de incômodo.
Impacto e cenário europeu
Em 2021, estudo da EASL indicou que as doenças hepáticas somam grande impacto na carga de trabalho perdida na Europa. A mortalidade por câncer de fígado vem aumentando cerca de 50% nos últimos 20 anos, refletindo o desfecho de casos não tratados precocemente.
A Organização Mundial da Saúde planeja incluir a esteatose hepática entre as doenças não comunicáveis, destacando a necessidade de ações integradas de saúde pública. O objetivo é reduzir fatores de risco e ampliar a detecção precoce.
Fatores de risco comuns a doenças crônicas também aparecem na esteatose: obesidade, álcool, diabetes, perfil lipídico alterado, hipertensão e sedentarismo. Medidas de prevenção costumam reduzir a progressão para cirrose ou câncer.
Quadros iniciais costumam ser reversíveis com mudanças de estilo de vida. Atividade física regular, alimentação balanceada, abstinência alcoólica e controle de pressão, glicose e colesterol são pilares do tratamento.
A história clínica favorece diagnóstico tardio quando o problema prossegue sem sintomas. A detecção precoce facilita intervenções que previnem evolução para cirrose ou carcinoma.
Médicos lembram que o fígado pode evoluir silenciosamente, reforçando a necessidade de exames periódicos para pessoas com fatores de risco. O alerta é para ação precoce e adesão a tratamentos indicados pelo médico.
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