Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Câmara aprova redução de limites na Floresta do Jamanxim para Ferrogrão

Câmara aprova redução dos limites da Floresta Nacional do Jamanxim para a Ferrogrão, criando APA do Jamanxim e gerando críticas por falta de estudos técnicos

Trecho da Ferrogrão — Foto: ANTT - 31/10/22
0:00
Carregando...
0:00
  • A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei para reduzir os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar a passagem da Ferrogrão.
  • O texto redesenha a área e cria a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim, com regras mais flexíveis de ocupação e exploração econômica.
  • A área passa de 1,3 milhão de hectares para cerca de 814 mil hectares; a nova APA deve abranger cerca de 486 mil hectares.
  • Ambientalistas afirmam que a APA é menos restritiva e pode permitir ocupação humana, regularização fundiária e atividades privadas; Marina Silva é contrária à mudança.
  • O Ministério do Meio Ambiente sustenta que quase quarenta por cento da Floresta Nacional do Jamanxim seria recategorizada, e acusa- se a ausência de estudos técnicos e consulta pública; o tema ocorre durante julgamento no STF sobre redução da área do Parque Nacional do Jamanxim para a Ferrogrão.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) um projeto de lei que reduz os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, para abrir caminho à Ferrogrão. A proposta redireciona a área protegida, criando uma Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamanxim em vez da atual Flona, com regras mais flexíveis.

O projeto, de autoria do deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e relatado pelo deputado José Priante (MDB-PA), diminui a área de proteção de 1,3 milhão para cerca de 814 mil hectares, e institui a APA com aproximadamente 486 mil hectares. Ambientalistas criticam a mudança pela maior permissividade.

Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra do Meio Ambiente, foi contra a aprovação, afirmando que a transformação flexibiliza a proteção em uma região relevante para biodiversity e o cerrado. Ela destacou riscos de regularização irregular, desmatamento e aumento de CO2.

O Ministério do Meio Ambiente sustenta que quase 40% da Flona do Jamanxim seria recategorizada como APA, categoria mais branda. A pasta acusa falta de estudos técnicos e consulta pública obrigatórios pelo SNUC, afirmando que isso compromete a avaliação de impactos.

O julgamento no STF de ação que questiona a redução da área do Parque Nacional do Jamanxim para a Ferrogrão ocorre em paralelo. O Psol argumenta que a mudança representou retrocesso ambiental ao reduzir proteção e facilitar atividades econômicas na região.

Contexto legal e impactos

A mudança proposta interessa uma área estratégica para a biodiversidade e o cerrado, segundo críticos. Técnicos apontam que a APA permite ocupação humana e atividades econômicas, com impactos potenciais sobre comunidades locais e sobre a conservação. O governo enfatiza a necessidade econômica da Ferrogrão, sem detalhar impactos ambientais.

A votação amplia o debate sobre o uso e a proteção de unidades de conservação federais. Conforme o STF analisa a legalidade de reduções semelhantes em outras áreas, o tema permanece no centro do escrutínio público.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais