- Espaço Petrobras de Cinema, em parceria com a Folha, vai exibir dez filmes de Ugo Giorgetti entre 28 de maio e 3 de junho, com ingressos a R$ 20.
- Giorgetti é o primeiro homenageado do Festival Folha de Cineastas de São Paulo, que também destacará Jeferson De, Juliana Vicente e Juliana Rojas até o fim do ano.
- A seleção inclui Boleiros (1998) e Boleiros 2 (2006), além de Sábado (1994), Una Noite em Sampa (2016) e Dora e Gabriel (2020).
- Outros títulos na programação são Solo e A Cidade Imaginária, além de O Príncipe (2002) e Cara ou Coroa (2012).
- O encerramento terá debate com o diretor sobre Alberto Dines – Vínculos de Liberdade, mediado por Inácio Araujo.
Poucos cineastas são tão associados a São Paulo quanto Ugo Giorgetti. Em parceria com a Folha, o Espaço Petrobras de Cinema apresenta uma mostra com dez filmes do diretor, de 28 de maio a 3 de junho, em São Paulo. A programação busca evidenciar a complexidade narrativa do autor, que pensa o cenário paulistano de forma multifacetada.
A iniciativa marca Giorgetti como o primeiro homenageado do Festival Folha de Cineastas de São Paulo, destacando também nomes como Jeferson De, Juliana Vicente e Juliana Rojas até o fim do ano. A mostra reúne obras desde os anos 1990 até filmes mais recentes, com ingressos a 20 reais a inteira.
A seleção contempla títulos emblemáticos, como Boleiros (1998) e Boleiros 2 (2006), que dialogam com a memória do futebol e a transformação do esporte no Brasil. Também entram Sábado (1994), comédia centrada num prédio do centro, e obras que exploram a visão crítica do cotidiano brasileiro, incluindo temas de mobilidade social e marginalização.
Outro eixo da mostra são títulos de maior apelo investigativo, entre eles Uma Noite em Sampa (2016) e Dora e Gabriel (2020), que constroem retratos de situações urbanas extremas. A programação ainda inclui trabalhos iniciados na publicidade, com olhares sobre a construção de imagens na tela e a relação entre mercado, cultura e poder.
No encerramento da mostra, haverá debate com o diretor, mediado pelo crítico Inácio Araujo, para discutir a trajetória de Giorgetti no cinema e a relação entre a ficção e a crítica social que permeia seu conjunto de obras. A curadoria valoriza a presença de filmes que nem sempre chegam ao circuito comercial, enfatizando a proposta de ampliar o acesso a uma produção reconhecida pela sua densidade temática.
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