- O governo dos Estados Unidos indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro por assassinato, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronave, relacionado à derrubada de dois aviões de pequeno porte em 1996.
- Naquela época, Castro era ministro da Defesa; o juiz de Miami descretivou os autos do caso.
- O anúncio gerou reação de Cuba, com o presidente Miguel Díaz-Canel chamando o indiciamento de ação política sem base jurídica e afirmando que Cuba agiu em legítima defesa.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ofereceu aos cubanos uma “nova relação” entre os dois países e reiterou a oferta de 100 milhões de dólares em alimentos e remédios para o povo cubano.
- Em 1996, dois aviões civis da organização Hermanos al Rescate foram abatidos por caças cubanos no estreito da Flórida, resultando na morte de quatro tripulantes; uma terceira aeronave conseguiu escapar.
O governo dos Estados Unidos indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro por assassinato, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves, em relação à derrubada de dois aviões de pequeno porte em 1996. A acusação foi apresentada nesta quarta-feira (20/5) e envolve o ministro da Defesa cubano àquela época.
Os dois aviões civis, da organização Hermanos al Rescate, foram abatidos por caças cubanos no estreito da Flórida, matando quatro tripulantes. A ação ocorreu em 24 de fevereiro de 1996, em águas internacionais. O caso ganhou relevância ao longo de anos no exílio cubano na Flórida.
Raúl Castro, hoje com 94 anos, ocupava o cargo de ministro da Defesa em 1996. Um juiz de Miami desclassificou o sigilo dos autos que estavam sob defesa da comunidade cubana no exílio, uma base de apoio político para a gestão de Donald Trump.
O presidente cubano atual, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o indiciamento é uma ação política sem base jurídica e que Cuba agiu em legítima defesa, dentro de suas águas jurisdicionais. Em X, ele pediu que o mundo respeite a soberania cubana.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, sugeriu uma nova relação entre os países e afirmou que a ajuda humanitária de 100 milhões de dólares seria distribuída ao povo cubano por meio de instituições religiosas ou de caridade. O valor inclui alimentos e remédios.
Rubio também criticou a gestão econômica de Cuba, destacando apagões que afetam a população. Em defesa de sua posição, disse que recursos públicos não foram usados para modernizar usinas elétricas, mas para sustentar o aparato estatal e o turismo estrangeiro.
A acusação contra Raúl Castro é baseada no contexto de 1996, quando o regime cubano derrubou os dois aviões da Hermanos al Rescate, organizando a resposta a um grupo de opositores de Fidel Castro. A ação deixou quatro mortos e uma operação que persiste na linha de frente das tensões entre Havana e Washington.
Entre na conversa da comunidade