- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticou o indiciamento de Raul Castro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, anunciado nesta quarta-feira.
- Raul Castro é acusado de homicídio pela derrubada de dois aviões do grupo Brothers to the Rescue em 1996, quando era ministro da Defesa.
- Díaz-Canel classificou a acusação como ridícula e sem base jurídica, afirmando que Raul foi herói e que a ação é política.
- O governo cubano sustenta que Cuba atuou em legítima defesa ao derrubar aeronaves que invadiam o espaço aéreo cubano, alegando que o Brothers to the Rescue era ligado a narcoterrorismo e que os EUA tinham sido alertados diversas vezes.
- Raul Castro governou Cuba de 2008 a 2018; Díaz-Canel elogia seu legado e compara a situação com outros episódios de tensão entre Cuba e os EUA, em meio a sanções e cortes de petróleo sob o governo Trump.
Miguel Díaz-Canel respondeu ao indiciamento de Raúl Castro pelo Departamento de Justiça dos EUA, anunciado nesta quarta-feira (20). O ex-ministro da Defesa cubano é acusado de homicídio pela derrubada de dois aviões em 1996, no espaço aéreo cubano.
Díaz-Canel classificou a ação como ridícula e sem base jurídica. Em mensagem publicada na rede social X, afirmou que Raúl Castro foi um herói e que a acusação representa arrogância do que chama de império diante da Revolução Cubana.
Raúl Castro foi presidente de Cuba entre 2008 e 2018. Na época dos fatos, Fidel Castro ainda era chefe de Estado. O episódio envolveu aeronaves do grupo Brothers to the Rescue, composto por exilados cubanos radicados em Miami.
Contexto e desdobramentos
Segundo o governo cubano, o Brothers to the Rescue seria uma organização narcoterrorista. Cuba sustenta que agiu em legítima defesa ao derrubar aviões que violavam o espaço aéreo, com alertas já feitos e supostas violações autorizadas pelas autoridades da época.
Díaz-Canel destacou que a acusação não configura violação às leis internacionais e comparou o caso a outras ações recentes no Caribe. O governo cubano reiterou apoio a Raúl Castro, chamando-o de líder que conquistou apoio popular e respeito regional e global.
O tema ocorre em meio a maior pressão dos EUA sobre Cuba nos últimos meses, com embargo histórico, restrições ao petróleo e sanções ampliadas em maio. A ilha enfrenta apagões e impactos na economia, incluindo impactos no sistema de saúde.
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