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Dinâmica da guerra no Irã não indica Teerã pedir acordo, diz especialista

Especialista afirma que Teerã não implora por acordo; ameaça de ataque dos EUA pode ampliar o conflito além do Oriente Médio

Estados Unidos e Irã voltam a se ameaçar com novos ataques
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  • Donald Trump afirmou que os EUA poderiam atacar o Irã novamente, estando a uma hora de ordenar um novo embate, caso as negociações para encerrar a guerra não avancem.
  • O Irã respondeu com a promessa de ampliar o conflito para além do Oriente Médio se os ataques forem retomados pelos norte‑americanos.
  • A última proposta iraniana, que incluía controle do estreito de Ormuz e suspensão de sanções, foi recusada por Washington.
  • O presidente do Parlamento do Irã e o principal negociador o acusaram de buscar uma nova guerra; a Guarda Revolucionária disse que expandiria ataques contra bases que abrigam militares norte‑americanos.
  • O especialista Lier Ferreira afirma que a dinâmica atual da guerra mostra Teerã longe de implorar por acordo e que a possível solução depende do atendimento de questões listadas pelo Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA poderiam atacar o Irã novamente após o governo iraniano suspender ofensivas programadas. Segundo Trump, ele estava a uma hora de ordenar o início de um novo confronto enquanto os líderes iranianos pediam um acordo.

Apesar de as ações não terem ocorrido, Trump deixou claro que novas ofensivas podem ocorrer se as negociações para encerrar o conflito não avançarem. O Irã reagiu prometendo ampliar o conflito para além do Oriente Médio caso haja movimentação militar dos EUA.

Contexto das negociações

Com uma proposta iraniana que incluía controle do estreito de Ormuz e suspensão de sanções, e cuja aceitação foi recusada por Washington, cresce a tensão entre as partes. O governo iraniano e o presidente do Parlamento, principal negociador do país, acusam os EUA de buscar uma nova guerra.

Reações internacionais

A Guarda Revolucionária iraniana informou que eventual expansão de ataques mira bases de países que hospedam forças norte-americanas. Especialistas ouvidos pela imprensa ressaltam que a dinâmica atual não indica Teerã buscando acordos apenas por pressão externa, mas exige atendimentos a pautas estratégicas do Irã.

Análises de especialistas

Conforme o analista Lier Ferreira, da Universidade Federal Fluminense, a negociação envolve questões centrais do Irã que dificultam um acordo sem avanços nessas pautas. A avaliação é de que a viabilidade de um acordo depende de decisões relevantes para o Irã, segundo ele em entrevista à imprensa.

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