- SpaceX protocolou pedido de IPO para listar na Nasdaq com o código SPCX, segundo documentos à SEC.
- A empresa registrou receita de US$ 4,694 bilhões no primeiro trimestre, mas teve prejuízo operacional de US$ 1,943 bilhão; a maior parte veio da divisão de conectividade (Starlink).
- Não haverá distribuição de dividendos aos detentores de ações Classe A no curto prazo, indicando que investidores não devem receber lucros neste momento.
- A estrutura acionária terá duas classes: Classe A, com um voto por ação, e Classe B, com ten votos; Musk manterá influência significativa sobre decisões que dependam da aprovação de acionistas, mantida pela configuração de controle. A empresa será classificada como “empresa controlada”, sem necessidade de maioria independente no conselho.
- Entre planos futuros, a SpaceX cita IA e computação orbital a partir de 2028, contratos de nuvem com a Anthropic, produção de um produto financeiro e outras operações; analistas apontam potencial meados de junho para a estreia na bolsa.
A SpaceX, empresa de Elon Musk, protocolou um pedido de IPO para abrir capital e negociar ações na bolsa dos EUA, segundo a Reuters. A operação visa listar na Nasdaq com o código SPCX. A empresa ainda não informou data oficial de estreia.
De acordo com documentos enviados à SEC, a SpaceX registrou receita de US$ 4,694 bilhões no primeiro trimestre, com prejuízo operacional de US$ 1,943 bilhão. A maior parte do faturamento veio da Starlink, com US$ 3,257 bilhões.
A área espacial da empresa somou US$ 619 milhões em receita. A empresa informou que não distribuirá dividendos aos detentores de ações Classe A no curto prazo. A estrutura acionária terá duas classes, A e B, com diferenças de voto.
Estrutura acionária e controle
As ações Classe A terão direito a um voto por papel; as Classe B, 10 votos por ação. Essa configuração mantém Musk com forte poder de controle após o IPO. Segundo os documentos, ele poderá influenciar decisões estratégicas.
A SpaceX será classificada como empresa controlada, não exigindo maioria independente no conselho, conforme o filing. A prática difere de muitas listing nos EUA, mantendo o controle concentrado.
Valuation e expectativas de mercado
Antes da oferta, investidores já demonstravam interesse em Wall Street. Musk sinalizou possibilidade de valuation próximo a US$ 1,75 trilhão, bem acima da receita anual atual. O faturamento de 2023 foi de cerca de US$ 18,5 bilhões.
Analistas observam que o otimismo envolve o crescimento da Starlink, responsável pela maior fatia de receita e lucro da empresa. A estreia no mercado é prevista para meados de junho, em uma das maiores aberturas de capital dos EUA.
Planos tecnológicos e novos contratos
Os documentos indicam avanços em inteligência artificial e computação orbital. A SpaceX planeja, a partir de 2028, lançar satélites com IA para computação orbital. A empresa firmou contratos de serviços em nuvem com a Anthropic, com pagamentos de até US$ 1,25 bilhão por mês.
O acordo com a Anthropic vigora até maio de 2029, com expansão gradual da capacidade contratada entre 2026 e 2029. A SpaceX também anunciou planos para lançar um produto financeiro ligado a pagamentos e serviços bancários.
Aquisições e operações associadas
Os registros apontam que a Tesla detinha 18.990.195 ações Classe A da SpaceX em 1º de maio. O filing também menciona a Cursor, com direito a taxa de rescisão de US$ 1,5 bilhão e serviços diferidos de US$ 8,5 bilhões.
A aquisição da Cursor seria paga com ações Classe A da SpaceX após o IPO, segundo os documentos. Musk afirmou manter a SpaceX focada no objetivo de tornar a vida multilateral e ampliar a presença humana no espaço.
Contexto e próximos passos
A divulgação envolve a Reuters e a AFP como fontes. A janela de estreia depende de aprovações regulatórias e ajustes finais. O mercado acompanha a evolução da operação e a retórica de governança após o IPO.
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