- O porta-aviões USS Nimitz chegou ao Caribe nesta quarta-feira, em meio à tensão entre os EUA e o regime cubano.
- O grupo de ataque inclui o porta-aviões, seu grupo aéreo embarcado, um destróier de mísseis guiados e um navio de suprimentos, com capacidade para mais de 60 aeronaves.
- Três senadores democratas apresentaram uma resolução para impedir o uso das Forças Armadas dos EUA contra Cuba.
- O governo dos EUA indiciou formalmente o ex-líder cubano Raúl Castro por homicídio e destruição de aeronave; o atual líder cubano, Miguel Díaz-Canel, chamou a acusação de manobra política.
- Trump descreveu Cuba como Estado pária e afirmou que as ações visam ampliar a influência dos EUA na região.
O porta-aviões USS Nimitz, dos EUA, chegou ao Caribe nesta quarta-feira, 20 de maio, em meio à escalada de tensão com Cuba. A embarcação integra um grupo de ataque que inclui o destróier de mísseis guiados e um navio de suprimentos, além do próprio porta-aviões e seu grupo aéreo. A operação é apresentada pelo Comando Sul como demonstração de prontidão e presença.
A passagem ocorre na esteira do indiciamento formal do ex-líder cubano Raúl Castro. Segundo documentos jurídicos, Castro é acusado de homicídio em quatro ocasiões e de destruição de aeronave. O atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou o indiciamento como manobra política sem fundamento.
O anúncio de movimentação da frota coincidiu com declarações de representantes democratas no Senado. Parlamentares questionaram a necessidade de uso das Forças Armadas dos EUA contra Cuba, destacando a ausência de evidências de ameaça iminente.
Indiciamento de Raúl Castro
A ação judicial contra Castro foi divulgada no mesmo dia em que o governo americano comunicou a chegada da força naval ao Caribe. Discursos oficiais destacaram que o peso do processo não altera a postura de defesa dos EUA frente a Cuba.
Os democratas ressaltaram que não há indícios de que Cuba represente risco significativo aos Estados Unidos. Um dos signatários, o senador Tim Kaine, enfatizou a prioridade de evitar missões militares sem benefício claro.
O senador Adam Schiff criticou o regime cubano, destacando denúncias de repressão e obstáculos ao progresso econômico. Ao mesmo tempo, reiterou que não há legitimidade jurídica para uma invasão sem aprovação do Congresso.
Contexto regional e histórico
O movimento ocorre em meio a tensões históricas entre EUA e Cuba, que desde 1962 enfrentam embargo econômico. Autoridades norte-americanas têm aumentado a presença naval na região, citando combate ao que chamam de atividades ilícitas.
Medidas anteriores de Washington, segundo autoridades, já incluíram operações em águas internacionais contra embarcações associadas a atividades criminosas. As autoridades cubanas afirmam defender o país de agressões externas.
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