- Harvard limitou o número de notas A (ou 10) a cerca de vinte e quatro por turma, a partir do segundo semestre de 2027, para restaurar a integridade do sistema de avaliação.
- A regra, chamada de “veja 20 mais quatro”, significa que, em uma turma de cem alunos, apenas vinte e quatro podem receber A.
- Também foi aprovada a ideia de que a classificação percentual média, e não o GPA, será determinante para prêmios e honrarias da instituição.
- A proposta de isentar disciplinas da limitação de As foi rejeitada.
- A medida enfrenta resistência entre os alunos: quase 85% desaprovam as propostas, segundo pesquisa de fevereiro, com críticas à maior competição e ao possível efeito sobre a autonomia.
Harvard limitou o número de alunos que podem receber nota A (ou 10) com o objetivo de restaurar a integridade do sistema de avaliação da instituição. A medida entrará em vigor no segundo semestre de 2027, permitindo que, em cada turma, apenas aproximadamente 20% dos estudantes recebam a nota máxima. A mudança vem após relatório de outubro do ano anterior indicar que mais de 60% das notas de graduação eram A, quando, há cerca de duas décadas, apenas 25% recebiam esse item.
O documento interno sustenta que o sistema atual prejudicou a cultura acadêmica da universidade. Amanda Claybaugh, diretora de graduação, justificou a alteração ao The Guardian afirmando que a medida devolve à cultura acadêmica o que ela era no passado recente. A proposta aprovado pelo corpo docente adotou o modelo “20 mais 4”, ou seja, em uma turma de 100 alunos, até 24 podem receber A.
Outra parte da decisão define que a classificação percentual média terá peso determinante para atribuir prêmios e honrarias, em detrimento do GPA. Foi rejeitada uma opção que previa isenções à limitação de A para determinadas disciplinas. A subcomissão que desenhou as propostas destacou a importância da nota A como indicativo claro de conquista exemplar para estudantes, empregadores e programas de pós-graduação.
Impacto e reação
Alunos expressaram resistência à mudança: uma pesquisa de fevereiro revelou desaprovação de quase 85% entre estudantes de Harvard. Críticos argumentam que a nova política aumenta a competição, desencoraja riscos intelectuais e pode reduzir a autonomia acadêmica. A instituição não informou planos adicionais para acompanhamento de impactos ou ajustes na aplicação das novas regras.
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