- O enviado especial dos EUA para a Groenlândia, Jeff Landry, disse à AFP que é hora de restabelecer a presença norte-americana no território autônomo dinamarquês.
- Landry afirmou que o objetivo é aumentar operações de segurança nacional e repovoar certas bases na Groenlândia, após sua primeira visita ao território desde a nomeação em dezembro de 2025.
- Os EUA já possuem uma base militar na Groenlândia, em tamanho menor do que as instalações que existiam na era da Guerra Fria.
- Landry chegou a Nuuk no último domingo, 17, para participar de um fórum econômico e da inauguração de novas instalações do consulado dos EUA na ilha.
- O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, disse que o diálogo com os EUA foi construtivo, mas manteve a posição de não alterar a linha vermelha; o chanceler Mute Egede reiterou o ponto de partida permanece o mesmo.
O enviado especial dos Estados Unidos para a Groenlândia afirmou à AFP que Washington precisa reconstituir sua presença no território autônomo dinamarquês, com foco no aumento das operações de segurança nacional e na repovoação de bases. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 20, após Landry cumprir sua primeira viagem ao local desde a nomeação, em dezembro de 2025.
Landry, que também serve como governador da Louisiana, chegou a Nuuk no domingo, 17, para participar de um fórum econômico e da inauguração de novas instalações do consulado dos EUA na ilha. A visita ocorre em meio a um contexto de tensão diplomática com Dinamarca e Groenlândia sobre a presença militar americana.
A Groenlândia possui hoje uma base militar americana, mas em quantidade inferior àquela existente no auge da Guerra Fria. O envio ressaltou a necessidade de reforçar a presença dos EUA na região ártica.
Situação atual e respostas oficiais
Na segunda-feira, 18, o primeiro-ministro Jens Frederik Nielsen disse que o diálogo com Landry foi construtivo, mas a posição dos EUA permanece inalterada. O ministro das Relações Exteriores, Mute Egede, repetiu que o ponto de partida da Groenlândia continua o mesmo, mantendo sua linha vermelha.
Trump já havia manifestado interesse em tomar controle da Groenlândia, o que levou a Dinamarca e o governo de Nuuk a estabelecerem um grupo de trabalho. O objetivo é tratar das preocupações americanas, especialmente sobre a presença militar na ilha.
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