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Governo cubano condena acusação desprezível contra Castro

Governo cubano classifica acusação dos EUA contra Raúl Castro como desprezível, afirmando que Cuba agiu em defesa de seu espaço aéreo ao abater aviões em 1996

Bandeira de Cuba
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  • O governo cubano condenou a acusação dos EUA contra Raúl Castro, chamando-a de desprezível e provocação política.
  • O comunicado afirma que os EUA distorceram fatos sobre o abate de dois aviões cubanos em mil novecentos e noventa e seis, que matou cidadãos americanos.
  • Cuba defende o ato como legítima defesa do espaço aéreo, alegando ter recebido várias queixas dos EUA sobre incursões não atendidas.
  • O texto classifica a acusação como tentativa de justificar uma punição coletiva contra cubanos.
  • Nos Estados Unidos, as acusações envolvem conspiração para matar americanos, destruição de aeronave e assassinato, com menção a ações de 2003 contra três oficiais cubanos.

O governo cubano condenou nesta quarta-feira uma acusação dos EUA contra o ex-presidente Raúl Castro, classificando-a como desprezível e provocação política. A manifestação ocorreu por meio de comunicado divulgado online e lido na íntegra pela TV estatal.

A nota sustenta que Washington distorce fatos sobre o abate de dois aviões em 1996, evento que deixou mortos, incluindo cidadãos americanos. O governo cubano alega ter respondido a incursões em seu espaço aéreo e afirma que a acusação busca justificar uma punição coletiva aos cubanos.

O texto enfatiza que a acusação é uma manobra política do governo americano, sem base legal, e ressalta que o país já havia apresentado queixas sobre violações aéreas antes do incidente. O comunicado também critica o uso desproporcional da força na região.

Entenda a acusação dos EUA

Os EUA apresentaram acusações criminais contra Raúl Castro, apontado como conspirador para matar cidadãos americanos, destruindo uma aeronave e envolvendo assassinato. A denúncia, apresentada em 23 de abril, cita outros réus além de Castro.

O governo americano afirma que as ações teriam sido parte de uma operação para prejudicar interesses dos Estados Unidos. A denúncia também menciona violência contra aeronaves e possíveis ligações com atividades de narcotráfico.

Contexto do abate de 1996

Em fevereiro de 1996, dois aviões do grupo Irmãos ao Resgate foram abatidos por jatos cubanos. Quatro homens morreram; três eram cidadãos norte-americanos. Cuba disse que as aeronaves violaram seu espaço aéreo, enquanto os EUA alegaram que operavam sobre águas internacionais.

A Organização da Aviação Civil Internacional posteriormente confirmou que o ataque ocorreu sobre águas internacionais. Cuba defendeu a ação como legítima defesa de seu espaço aéreo, contrapondo-se às acusações dos EUA.

Quem eram os Irmãos ao Resgate?

O grupo, liderado por cubano-americanos com base em Miami, operava voos perto da costa cubana para localizar cubanos que fugiam da ilha. A organização dizia buscar cubanos para resgatar, porém enfrentou acusações de lançar panfletos sobre Havana e de outras atividades.

Balanceando as versões, autoridades cubanas disseram que Fidel Castro ordenou medidas gerais para interromper os voos, sem instruções específicas para abater as aeronaves, e reiteraram que Raúl Castro não deu ordens diretas nesse sentido.

Repercussões nos EUA e em Cuba

Na época, o governo dos EUA adotou sanções e restrições diplomáticas, buscando apoio do Congresso para endurecer o embargo. A administração Clinton não apresentou acusações criminais contra Raúl Castro na ocasião, mas houve ações contra oficiais cubanos em 2003 que não chegaram à extradição.

A troca de acusações envolve tensões entre os dois países, com Cuba defendendo que o abate foi ato de defesa e os EUA mantendo as acusações como parte de uma estratégia política.

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