- O governo dos Estados Unidos indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, por conspiração para matar cidadãos norte-americanos, relacionado ao ataque que derrubou duas aeronaves da organização Irmãos ao Resgate em dois mil e quatrocentos? (corrigir) Em 1996.
- Castro, na época ministro das Forças Armadas, responderá também por destruição de aeronave e por quatro acusações de homicídio.
- Além dele, cinco pessoas foram denunciadas pelos mesmos crimes: Lorenzo Alberto Pérez Pérez; Luis Raúl González-Pardo Rodríguez; Emilio José Palacio Blanco; José Fidel Gual Barzaga; Raúl Simanca Cárdenas.
- A acusação representa uma escalada dos EUA contra a liderança cubana, em meio a crise econômica na ilha e pressão internacional.
- O documento apresentado é um indictment (acusação formal); não é condenação, e Castro poderá comparecer a julgamento “por vontade própria ou por outro meio”, conforme o procurador-geral interino Todd Blanche.
O governo dos Estados Unidos indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, por conspiração para matar cidadãos norte-americanos, relacionado ao ataque que derrubou duas aeronaves da organização Irmãos ao Resgate em 1996. Castro também é acusado de destruição de aeronave e de quatro homicídios.
Além dele, foram denunciadas outras cinco pessoas pelo mesmo conjunto de crimes: Lorenzo Alberto Pérez Pérez, Luis Raúl González-Pardo Rodríguez, Emilio José Palacio Blanco, José Fidel Gual Barzaga e Raúl Simanca Cárdenas. O indiciamento envolve planejamento e execução da operação militar que resultou no abate das aeronaves.
A acusação foi apresentada na Casa Branca pelo procurador-geral interino Todd Blanche. Segundo ele, os EUA costumam processar pessoas que estão fora do país, com o objetivo de levá-las a julgamento. Castro deverá comparecer por vontade própria ou por meio de outro mecanismo.
Contexto e reações
Antes do anúncio, Marco Rubio, secretário de Estado norte‑americano, publicou vídeo dirigido aos cubanos defendendo uma “nova Cuba” e mencionando cooperação com os EUA. Também citou a oferta de US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, comentou via X que o bloqueio dos EUA continua e classificou a acusação como ação política sem base jurídica. Ele acusou o governo americano de mentiras e pediu a retirada do bloqueio para avanços econômicos.
Sobre a acusação e próximos passos
O Departamento de Justiça apresenta o *indictment*, documento formal com crimes atribuídos. A acusação não é condenação, sendo necessária prova em tribunal. Pontos formais listados pelos investigadores incluem:
- Conspiração para matar cidadãos norte-americanos
- Quatro acusações de homicídio
- Destruição de aeronaves
Raúl Castro e os coacusados enfrentam o processo penal nos EUA, com o objetivo de levar os acusados a julgamento. A ação marca uma escalada nas pressões diplomáticas sobre o governo cubano, em contexto regional de tensões entre Washington e Havana.
Entre na conversa da comunidade