- O gabinete do cirurgião-geral dos Estados Unidos divulgou um novo informe na quarta-feira, 20 de maio, pedindo redução do tempo de tela para crianças e adolescentes.
- O documento aponta que o uso excessivo e compulsivo de telas está ligado a sono inadequado, baixo desempenho escolar, problemas de saúde mental e outros impactos no desenvolvimento.
- Pequenos de até 18 meses não devem ter tempo de tela; crianças de até 6 anos devem usar menos de uma hora por dia; de 6 a 18 anos, até duas horas diárias.
- O relatório apresenta um kit de ações para famílias, escolas, profissionais de saúde, formuladores de políticas e empresas de tecnologia para reduzir o uso de telas.
- Os “cinco Ds” para hábitos mais saudáveis são: conversar sobre uso de telas, dar o exemplo, atrasar o acesso às telas, desviar a atenção para atividades alternativas e se desconectar regularmente.
O escritório do cirurgião-geral dos EUA publicou um novo guia que recomenda limitar o tempo de tela para crianças e adolescentes. O documento, divulgado na quarta-feira, 20 de maio de 2026, aponta que o uso excessivo de dispositivos digitais supera o tempo dedicado a escola e sono. A publicação segue preocupações semelhantes já levantadas por especialistas em pediatria.
O texto destaca impactos adversos na saúde mental, no sono e no desempenho escolar. A orientação cita traços de uso — entendido como compulsivo — que se associam a problemas cognitivos, comportamentais e de desenvolvimento. A divulgação ocorre mesmo com a decisão do Senado de confirmar o próximo cirurgião-geral, ainda pendente.
Parágrafo também informa que o material inclui um kit com ações para escolas, médicos e policymakers adotarem mudanças. Instituições de ensino podem reduzir multitarefa durante as aulas, enquanto profissionais de saúde devem questionar hábitos de tela em consultas de rotina.
Principais recomendações e metas
O documento estabelece limites de tempo por faixa etária para reduzir riscos à saúde. Menores de 18 meses não devem usar telas; crianças até 5 anos devem ficar abaixo de uma hora diária; entre 6 e 18 anos, o tempo recomendado é de até 2 horas por dia. Essas metas diferem muito do uso atual de muitos adolescentes.
A orientação também enfatiza que o uso de mídias sociais, jogos online e outras interações virtuais envolve riscos. O recado é claro: o benefício de algumas atividades digitais não substitui a necessidade de atividades presenciais e de desenvolvimento. A meta é incentivar hábitos mais saudáveis por meio de mudanças no ambiente familiar e escolar.
Cinco Ds para estabelecer hábitos saudáveis
O guia apresenta a estratégia dos chamados Cinco Ds para orientar famílias e instituições. Em Discussão, as crianças devem refletir sobre o que consomem online. Em Do, os adultos mostram o comportamento desejado e acompanham as atividades juntos. Em Demorar, o acesso é adiado conforme a idade e os conteúdos, com introdução gradual de dispositivos.
Divertir-se é crucial, com redirecionamento para atividades físicas, tarefas escolares e compromissos extracurriculares. Por fim, Desconectar é essencial: horários diários sem telas, como durante o jantar em família. Essas etapas visam reduzir a dependência de dispositivos digitais.
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