- Brasil apresentou à Assembleia Mundial da Saúde, em Suíça, uma proposta de regulamentação global para endurecer a venda e a publicidade de ultraprocessados.
- A ideia prevê regras específicas sobre publicidade, monitoramento e comercialização dos ultraprocessados, com foco na proteção de crianças e adolescentes.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a necessidade de respostas regulatórias urgentes a práticas como publicidade direcionada, marketing por influenciadores e conteúdos digitais transfronteiriços.
- Dados do Atlas Mundial de Obesidade de 2026 indicam que metade de crianças e adolescentes no Brasil pode ter obesidade ou sobrepeso até 2040.
- A proposta usa evidências científicas, incluindo estudo da The Lancet que aponta aumento de 13% no consumo de ultraprocessados nos últimos quarenta anos no Brasil e no México, com votação prevista para o início de 2027.
O Brasil apresentou na Assembleia Mundial da Saúde, realizada na Suíça, uma proposta para regulamentar a venda e a publicidade de alimentos ultraprocessados em nível global. A iniciativa busca endurecer regras para proteger crianças e adolescentes.
A proposta foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que defende um modelo com regras claras sobre publicidade, monitoramento e comercialização dos ultraprocessados. O objetivo é reduzir o acesso de menores a esses produtos.
Padilha destacou que práticas de marketing, influenciadores e conteúdos digitais transfronteiriços demandam respostas regulatórias urgentes. A proposta enfatiza a necessidade de proteção a grupos de maior vulnerabilidade.
Dados de 2026 apontam que metade de crianças e adolescentes no Brasil pode ter obesidade ou sobrepeso até 2040, segundo o Atlas Mundial de Obesidade. O estudo reforça a motivação para ações regulatórias.
Para sustentar a proposta, a equipe do ministério pretende apresentar evidências científicas sobre os efeitos dos ultraprocessados na saúde e estabelecer sistemas de classificação mais claros.
Entre as referências utilizadas, está pesquisa publicada na Lancet que indica aumento de 13% no consumo diário de ultraprocessados nos últimos 40 anos, tanto no Brasil quanto no México.
A ideia é que a proposta seja votada no início de 2027, na próxima Assembleia Mundial da Saúde, conforme informado pelos representantes brasileiros.
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