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Deltan Dallagnol pode concorrer ao Senado em 2026 após perder mandato

TSE cassou mandato de Deltan Dallagnol em 2023, mas manteve direitos políticos; pré-candidato ao Senado em 2026 enfrenta dúvidas de elegibilidade

Deltan Dallagnol (Novo-PR) é ex-deputado federal e ex-procurador da Operação Lava Jato (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • Em maio de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato de deputado federal de Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato.
  • Ele é apontado como pré-candidato ao Senado pelo Novo no Paraná, integrando a chapa de Sérgio Moro na disputa pelo governo do estado em 2026.
  • Políticos do PT, como Zeca Dirceu e Gleisi Hoffmann, chegaram a afirmar que Dallagnol seria inelegível por oito anos; o TRE-PR chegou a remover conteúdos por propaganda eleitoral antecipada negativa.
  • O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, reverteu a decisão do TRE-PR e liberou as publicações que diziam que o ex-procurador era inelegível, alegando confronto com liberdade de expressão.
  • O Partido de Moro e aliados defendem a elegibilidade de Dallagnol; o TSE já havia definido, em 2023, que a cassação não retira automaticamente os direitos políticos para as próximas eleições.

Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, teve o mandato de deputado federal cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2023. A retirada do cargo gerou debates sobre a elegibilidade do ex-parlamentar em 2026, quando ele pretende concorrer ao Senado pelo Novo no Paraná. A discussão ganhou força após atuação de adversários políticos no estado.

A defesa de Dallagnol argumenta que ele permanece elegível. O episódio envolve questionamentos sobre exoneração do cargo de procurador com pendências de sindicâncias internas, o que poderia render inegibilidade conforme a chamada Lei da Ficha Limpa. O caso atual envolve, ainda, decisões e repercussões jurídicas que se arrastam entre instâncias.

Ainda em 2023, o TSE decidiu pela cassação do mandato, mas reconheceu que os direitos políticos do ex-procurador não foram automaticamente cassados. O futuro político de Dallagnol depende de decisões judiciais que possam tratar de eventuais impedimentos administrativos.

Contexto jurídico e desdobramentos

O contexto envolve o pedido de exoneração de Dallagnol durante apurações de conduta na Lava Jato. Partidos de oposição acionaram o TRE-PR, apontando risco de inelegibilidade por possíveis PADs ou outros desdobramentos administrativos. O TRE-PR julgou o pedido, que foi levado ao TSE, que confirmou a cassação do mandato.

Em 2023, o TSE considerou que houve antecipação indevida de exoneração para evitar PADs, mas a decisão manteve direitos políticos. Com isso, a cassação do mandato não implica, por si, a inelegibilidade para as próximas eleições, conforme entendimento do tribunal na época.

Posição de apoiadores

Sergio Moro, hoje no governo do Paraná, lidera a chapa em apoio a Dallagnol na disputa pelo Senado. Moro afirmou que Dallagnol está elegível em 2026 e foi injustiçado em 2023. A orientação de Moro reforça a visão de que o ex-procurador pode retornar à vida pública caso a legislação e as decisões judiciais o permitam.

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