- Os EUA apresentaram acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, incluindo conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de uma aeronave e assassinato, relacionadas a um caso de 1996.
- Em 24 de fevereiro de 1996, jatos cubanos abateram dois aviões da organização Irmãos ao Resgate, matando quatro pessoas, entre elas três cidadãos americanos; uma aeronave conseguiu escapar.
- Cuba afirmou que as aeronaves violaram o espaço aéreo cubano; os EUA sustentaram que o ataque ocorreu em águas internacionais, posição corroborada pela Organização da Aviação Civil Internacional.
- Fidel Castro disse ter dado ordens gerais para interromper os voos, mas não ordens específicas para abater os aviões; Raúl Castro supervisionava serviços de segurança na época, ainda sem uma ordem específica citada.
- A denúncia foi apresentada em 23 de abril; os EUA haviam imposto sanções durante o governo de Bill Clinton, mas não apresentaram acusações criminais contra Raúl Castro naquela época.
Os Estados Unidos apresentaram acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, ligadas a um caso de 1996. Segundo o governo norte-americano, Castro participou de uma conspiração para matar cidadãos dos EUA, destruir uma aeronave e ordenar assassinatos. A denúncia foi apresentada em 23 de abril.
A ação envolve outras pessoas listadas como réus. O anúncio ocorreu na quarta-feira (20) e marca nova etapa de pressão dos EUA sobre Cuba, em meio a disputas antigas entre os dois países.
Em 1996, aviões da organização Irmãos ao Resgate foram atingidos ao sobrevoarem o espaço aéreo entre Cuba e o Estreito da Flórida. Dois aviões foram abatidos, resultando na morte de quatro homens, incluindo três cidadãos norte-americanos.
O governo cubano argumenta que o ataque foi uma operação de defesa do espaço aéreo. Fidel Castro afirmou que deu ordens gerais para interromper voos, sem autorizar especificamente o abatimento dos aviões. Raúl Castro, à época ministro da Defesa, também não teria dado ordens diretas.
Alegações sobre o grupo Irmãos ao Resgate indicam que seus membros operavam desde Miami, promovendo voos para monitorar Cuba. José Basulto, líder do grupo, disse que os panfletos lançados sobre Havana teriam saído de espaço aéreo internacional.
Pelo lado americano, o governo Clinton impôs sanções após o incidente, com suspensão de voos fretados e restrições a diplomatas cubanos. Não houve acusações criminais contra Raúl Castro na época, e novas ações em relação ao grupo ocorreram apenas mais tarde, envolvendo outros oficiais cubanos em 2003 sem extradição.
Entre na conversa da comunidade