- Pedro Almodóvar levou o novo filme Amarga Navidad a Cannes e pediu que artistas se manifestem diante das crises da sociedade.
- O diretor chamou Trump de “monstro” e disse que o silêncio é sinal da erosão da democracia.
- Ele citou Trump, o primeiro-ministro de Israel, e o presidente russo, Vladimir Putin, defendendo que a Europa não se curvará às políticas de Trump.
- O filme, estrelado por Leonardo Sbaraglia como Raul, foca na jornada criativa do cineasta ao extrair detalhes da vida das pessoas para o roteiro.
- Almodóvar disputa a Palma de Ouro pela sexta vez e adiantou que haverá mais humor em seu próximo projeto.
Pedro Almodóvar voltou a Cannes para lançar seu novo filme e aproveitou a ocasião para cobrar postura política dos artistas. O cineasta espanhol chamou a atenção para crises sociais, associando o medo à erosão da democracia.
Em Cannes, após a estreia de Amarga Navidad, ele afirmou que criadores devem atuar como voz de resistência, cada um em sua esfera, diante de ameaças consideradas monstros por ele, incluindo Trump, Netanyahu e Putin.
O diretor ressaltou que o silêncio diante de situações adversas é prejudicial e que a Europa não deverá ceder a políticas de figuras como Trump, mantendo uma postura firme de oposição.
Amarga Navidad, a trama apresentada, tem Leonardo Sbaraglia no papel de Raul, um cineasta que transforma detalhes da vida alheia em material para seu novo roteiro. A obra também reflete a trajetória criativa de Almodóvar.
Ao falar sobre Cannes, o diretor reiterou que este pode não ser seu último filme, sugerindo novos projetos com humor presente em seus trabalhos futuros, sem especificar datas ou formatos.
Almodóvar participa pela sexta vez da Palma de Ouro, principal prêmio do festival, e comentou que sente saudades de Cannes; no entanto, afirma que pretende seguir produzindo e encontrando inspiração para novas obras.
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