- STF ainda não notificou o deputado Mário Frias (PL-SP) sobre as emendas destinadas ao filme Dark Horse, no qual ele é apontado como produtor-executivo.
- A investigação envolve a operação Compliance Zero, que mira fraudes do Banco Master; pelo menos R$ 61 milhões teriam sido repassados, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, em um total de até R$ 134 milhões para a produção.
- A Polícia Federal suspeita que os recursos tenham sido usados para lavagem de dinheiro, tráfico de influência e evasão de divisas; Frias teria encaminhado as emendas a uma ONG ligada à produtora.
- A PF aponta que Frias repassou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, entidade vinculada à Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do longa.
- Na segunda-feira, um oficial de Justiça não localizou Frias; o endereço em Brasília não é residido há dois anos e ele também não foi encontrado em seu gabinete, conforme notificação do ministro Flávio Dino.
O STF não conseguiu notificar o deputado Mário Frias (PL-SP) sobre envio de emendas para o filme Dark Horse, que aborda a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Frias é apontado como produtor-executivo da obra. A notificação ainda não ocorreu.
A produção recebe atenção em meio à operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. O empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, teria prometido liberar até R$ 134 milhões para a produção, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados.
A Polícia Federal (PF) suspeita de uso dos recursos para lavagem de dinheiro, tráfico de influência e evasão de divisas. Segundo o órgão, Frias teria destinado emendas para a ONG ligada à Go Up Entertainment, produtora responsável pelas filmagens.
Avanços e localizações
Na segunda-feira, 18, um oficial de Justiça foi até o endereço de Frias em Brasília, mas o parlamentar não residia no local há cerca de dois anos. A Câmara havia informado o endereço após notificação do ministro Flávio Dino, relator do pedido de apuração apresentado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Frias também não foi localizado em seu gabinete, conforme apurado pela PF. O caso segue em investigação, com foco em possíveis irregularidades envolvendo emendas parlamentares, empresas ligadas à produção e movimentação de recursos.
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