- O Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% na leitura da ata da reunião de abril, mantendo a sinalização de juros mais altos por mais tempo.
- A maioria dos participantes apoiou a manutenção, mas houve divergência: um integrante defendeu um corte de 0,25 ponto, e alguns resistiram a linguagem de afrouxamento.
- A ata enfatiza inflação ainda acima da meta e incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, que elevam preços de energia e fretes.
- Há possibilidade de aperto adicional se a inflação continuar acima de 2%; isso reforça o cenário de juros elevados por mais tempo.
- A inflação medida pelo PCE chegou a 2,8% em fevereiro (inflacao total) e 3,0% (núcleo), com projeções indicando alta de 3,5% em março, influenciada pelo aumento de energia.
A ata do Federal Reserve, publicada nesta quarta-feira (20), sinaliza que os juros devem permanecer elevados por mais tempo. O documento, referente à reunião de abril, mostra um Fed mais preocupado com a inflação e menos aberto a cortes no curto prazo, com divergências internas sobre a política monetária.
Entre os participantes, quase todos defenderam manter a taxa, na faixa de 3,50% a 3,75%. Alguns discordaram da linguagem que apontava favoravelmente a afrouxar a política monetária, como Stephen Miran, que defendeu um corte de 0,25 ponto. Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção, mas sem concordar com a linguagem de viés pró-relaxamento.
Inflação, energia e Oriente Médio pesam na decisão
A ata destaca que a inflação segue elevada, impulsionada pela energia. Desdobramentos no Oriente Médio aumentam a incerteza sobre a economia americana. As decisões futuras dependerão dos dados sobre inflação, emprego e condições financeiras.
O Fed aponta que a inflação total e o núcleo continuam acima da meta de 2%. O PCE ficou em 2,8% em fevereiro, e o núcleo em 3,0%. Estima-se que, em março, o PCE total tenha subido para 3,5%, com impactos da energia nos preços. A perspectiva é de maior cautela na condução da política.
A ata também ressalta que a alta nos preços de combustíveis repercute em fretes, passagens aéreas e outros itens. Outros seus efeitos citados incluem fertilizantes, commodities não energéticas e pressões no setor de tecnologia da informação.
Perspectivas e riscos econômicos
O documento indica que alguns participantes veem espaço para aperto adicional se a inflação permanecer acima de 2%. Essa possibilidade reforça o cenário de juros altos por mais tempo e reduz expectativas de cortes rápidos.
Além disso, a ata aborda impactos da inteligência artificial. O otimismo com IA sustenta bolsas, mas pode elevar custos de insumos em diversas indústrias. Empresas podem também atrasar contratações diante da incerteza econômica.
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