Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Movimento anticorrupção critica minirreforma e vê risco à fiscalização

MCCE critica minirreforma eleitoral, afirma que reduz transparência e amplia risco de desinformação, fragilizando o controle de recursos e a responsabilização dos partidos

"Grave retrocesso" para os mecanismos de controle, fiscalização e transparência do sistema político brasileiro, diz MCCE - (crédito: Antonio Augusto/secom/TSE)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral repudiou a aprovação da minirreforma eleitoral pela Câmara, dizendo tratar-se de grave retrocesso para fiscalização e transparência.
  • A proposta, aprovada em 19/5 por votação simbólica, altera a Lei dos Partidos Políticos, flexibiliza a prestação de contas e amplia a renegociação de dívidas e multas eleitorais.
  • O MCCE afirma que o projeto enfraquece sanções, amplia anistias para cotas raciais e de gênero e facilita fusões partidárias, dificultando a responsabilização pela Justiça Eleitoral.
  • A matéria também flexibiliza regras de uso do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, fragilizando o controle sobre recursos públicos.
  • Há preocupação com a autorização de envio automatizado de mensagens em campanhas por apps como WhatsApp e Telegram, o que pode ampliar a desinformação; a tramitação ocorreu sem amplo debate público.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) repudiou nesta quarta-feira 20/5 a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da minirreforma eleitoral. A entidade afirma que o Projeto de Lei 4822/2025 representa retrocesso nos mecanismos de fiscalização, transparência e controle do sistema político.

A proposta foi aprovada em votação simbólica na noite de terça-feira 19/5. Ela altera a Lei dos Partidos Políticos, flexibiliza a prestação de contas e amplia possibilidades de renegociação de dívidas e multas eleitorais. O texto ainda seguirá para o Senado.

Para o MCCE, o projeto enfraquece sanções por irregularidades partidárias e aprofunda sanções para o descumprimento de cotas raciais e de gênero. A organização também critica medidas que facilitam fusões partidárias.

A flexibilização do uso dos fundos Partidário e Eleitoral é outro ponto criticado. Segundo a nota, as mudanças fragilizam controles sobre a aplicação de recursos públicos destinados a campanhas e atividades partidárias.

O MCCE também manifestou preocupação com a autorização de envio automatizado de mensagens em campanhas via WhatsApp e Telegram. A entidade diz que tal dispositivo pode ampliar desinformação e desequilibrar o debate.

Além disso, o movimento criticou a tramitação na Câmara, afirmando que o projeto foi incluído na pauta sem amplo debate público com sociedade civil, especialistas e instituições ligadas à integridade eleitoral.

Outro aspecto apontado é o modelo de votação: a aprovação simbólica não registra votos nominalmente, o que, para o MCCE, impede a população de conhecer o posicionamento individual dos parlamentares sobre mudanças sensíveis à fiscalização partidária.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais