- Vídeo antigo mostra Silas Malafaia questionando quanto Wagner Moura recebeu para atuar no filme O Agente Secreto, sugerindo que o pagamento vinha de recursos públicos.
- A postagem que circula nas redes corta o contexto, tentando insinuar crítica a Flávio Bolsonaro; na gravação original, o pastor falava do ator, não do senador.
- O filme O Agente Secreto custou 28 milhões de reais, sendo 7,5 milhões financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual e 6 milhões de recursos privados; não houve uso da Lei Rouanet.
- Wagner Moura moveu ação contra Malafaia, após o pastor chamá-lo de cretino em redes sociais; Moura busca indenização de 100 mil reais.
- Em relação a Flávio Bolsonaro, houve negociação pública de até 134 milhões de reais para o filme Dark Horse; a produtora GoUp disse que o custo total é de 65,7 milhões e que 90% foi financiado por Vorcaro. Malafaia afirmou não julgar o senador por vazamentos seletivos.
O Estadão Verifica apurou que o vídeo compartilhado não mostra Silas Malafaia criticando Flávio Bolsonaro, e sim questionando a origem de valores pagos ao ator Wagner Moura pelo filme O Agente Secreto. A peça tem cerca de 3 minutos e foi publicada no YouTube há aproximadamente um mês.
A montagem em redes sociais retira trechos do vídeo original, apresentando apenas o momento em que o pastor questiona “dinheiro dos contribuintes brasileiros” para atuar no longa. Não há registro de crítica de Malafaia a Flávio Bolsonaro no material verificado.
O contexto mostra que Moura processou Malafaia na Justiça do Rio, pedindo indenização de 100 mil reais por ofensas associadas à indicação ao Oscar. O filme teve financiamento público em parte e fontes privadas em outra, sem uso da Lei Rouanet.
Contexto financeiro do filme
O Agente Secreto teve custo estimado de 28 milhões de reais, distribuídos entre Brasil, França, Alemanha e Holanda. Do total, 7,5 milhões vieram do FSA, e 6 milhões de origem privada, sem utilização de incentivos fiscais.
A produção é indicada ao Oscar 2026 em quatro categorias, incluindo Melhor Ator para Moura. Os recursos públicos usados não caracterizam financiamento integral do longa, conforme apurado.
Desdobramentos e respostas
Moura moveu ação contra Malafaia na Justiça do Rio, buscando indenização por publicações consideradas ofensivas. O caso envolve acusações de uso indevido de recursos públicos na produção. Malafaia afirmou que não fará julgamento com base em vazamentos seletivos.
Entre as informações verificadas, também consta que Flávio Bolsonaro negociou valores para outro filme ligado ao tema, mas não há ligação direta entre o vídeo em análise e críticas a ele no conteúdo verificado.
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