- A Justiça condenou a Chapecoense a pagar R$ 450 mil à família do jornalista Giovane Klein, vítima do acidente aéreo de Medellín em 2016.
- Klein era repórter da RBS TV Chapecó e tinha 28 anos; a tragédia completa dez anos em novembro de 2026.
- A decisão reconhece responsabilidade civil objetiva e solidária do clube como afretador da aeronave da LaMia, por negligência na escolha da companhia aérea.
- O clube deverá pagar R$ 150 mil por danos morais a cada um dos três autores da ação (esposa e pais da vítima); danos materiais e pensão foram julgados improcedentes.
- A ação contra LaMia e a seguradora Bisa Seguros foi extinta para esses parceiros, pois os autores desistiram da demanda.
A Chapecoense foi condenada a pagar R$ 450 mil à família do jornalista Giovane Klein, morto no acidente aéreo que vitimou 71 pessoas em Medellín, Colômbia, em 2016. A decisão reconhece responsabilidade civil objetiva do clube como afretador da aeronave da LaMia, e responsabiliza também pela escolha da empresa aérea, considerada negligente ao optar pela opção mais barata.
A sentença aponta culpa grave por negligência na seleção da companhia aérea. O tribunal entendeu que, ainda que o transporte tenha sido feito pela LaMia, a Chapecoense assumiu risco ao contratar a empresa mais barata, sem compromissos de proteção adicionais. Klein tinha 28 anos e trabalhava na RBS TV Chapecó, cobrindo esportes do Oeste de Santa Catarina.
A decisão determina o pagamento de R$ 150 mil por danos morais a cada um dos três autores da ação — a esposa e os pais da vítima. Pedidos de indenização por danos materiais e de pensão mensal foram considerados improcedentes por falta de comprovação de despesas e de dependência econômica.
Sentença e desfechos da ação
O processo, que inicialmente envolveu LaMia e a seguradora Bisa Seguros, foi extinto em relação a essas partes após desistência dos autores durante a tramitação. A Chapecoense informou que não comentará a decisão, citando o andamento judicial do caso.
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