- A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) pediu ao Congresso que inclua reforma migratória no pacote de reconciliação orçamentária e proteja as necessidades pastorais dos detidos.
- A carta foi assinada pelo arcebispo de Oklahoma City, Paul Coakley, e pelo bispo de Victoria, Brendan Cahill, que reconhecem o papel do Estado na regulação da imigração, mas criticam práticas de fiscalização.
- Os bispos defendem que a fiscalização respeite a dignidade humana e siga a ordem moral, incluindo evitar atuação perto de locais sensíveis como igrejas, salvo circunstâncias extremas, e assegurar acesso a serviços religiosos para os detidos.
- São 54 mortes de pessoas sob custódia do ICE desde o início do ano fiscal de 2025, um aumento de 125% em relação aos quatro anos fiscais anteriores.
- O DHS ainda passa por impasse de financiamento; ICE e CBP permanecem sem resolução de recursos, com propostas de cerca de 70 bilhões de dólares adicionais além dos 170 bilhões já previstos, enquanto se busca limitar aumentos.
A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA pediu ao Congresso que inclua reforma migratória no pacote de reconciliação orçamentária em negociação. A atuação visa proteger necessidades pastorais dos detidos e ajustar as práticas de fiscalização. A carta enfatiza a dignidade humana e o bem comum.
Assinam a mensagem o arcebispo de Oklahoma City, Paul Coakley, e o bispo Brendan Cahill, de Victoria, que preside o Comitê de Migração da USCCB. Eles reconhecem o papel do Estado na regulação migratória, mas apontam falhas nas atuais políticas de fiscalização.
Segundo os bispos, as ações de controle devem respeitar a dignidade humana e os direitos básicos, com condições mínimas. Eles defendem evitar fiscalizações próximas a locais sensíveis, como instituições religiosas, salvo circunstâncias extremas, e manter acesso a serviços religiosos para os detidos.
A carta critica o que chama de precedente preocupante caso o Congresso use o processo político para contornar necessidade de reformas de fundo. Argumentam que o objetivo moral deve guiar decisões, não interesses partidários.
O documento relembra ações do governo anterior, que afastaram regras sobre fiscalização em locais sensíveis. Também menciona que o DHS incentiva discrição entre agentes, e que houve resistência a permitir sacramentos em uma instalação de processamento até a solução de uma ação judicial.
O DHS vive uma prolongada crise de financiamento, com o impasse que se arrasta desde o ano fiscal de 2026. O Congresso aprovou parte do orçamento, mas ICE e CBP seguem sem acordo, o que pode atrasar planos para 2027.
Bispos pedem contenção de novos aumentos de financiamento para fiscalização de imigração, citando o peso das dotações oficiais. Argumentam que uma abordagem centrada apenas na fiscalização não atende aos preceitos morais nem ao bem-estar das comunidades.
Dados do ICE indicam 54 mortes de pessoas sob custódia desde o início do ano fiscal de 2025, o que supera em 125% as mortes registradas nos quatro anos anteriores juntos (24). A USCCB cita esses números na carta ao Congresso.
O texto cita ainda um discurso do papa Leão XIV, que defende que processos democráticos devem buscar o bem comum e o desenvolvimento integral de cada pessoa. Os bispos pedem que essa orientação guie a elaboração do orçamento.
O grupo católico reforça a necessidade de reformas que equilibrem segurança, dignidade e liberdade religiosa, sem abrir mão de princípios morais ao tratar da imigração. Não há indicação de tempo para uma decisão legislativa.
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