- Jato russo quase colidiu com um avião espião da RAF sobre o Mar Negro, a 800 km/h; o Su-27 realizou seis passagens rasantes e, em outra operação, chegou a acionar sistemas de emergência durante vigilância no espaço aéreo internacional.
- O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, classificou o comportamento como perigoso e inaceitável, dizendo que aumenta o risco de acidentes e de escalar o conflito.
- O jato britânico Rivet Joint, com tripulação de até 30 pessoas e alcance de vigilância eletrônica de cerca de 240 quilômetros, foi usado para monitorar a atividade russa.
- O Reino Unido afirmou que o incidente não abala o compromisso com a OTAN e com aliados diante de agressões russas.
- O mês também traz escaladas na região: submarinos russos rastreados no Atlântico, drones perto da fronteira com Belarus levando a evacuações em Vilnius e ações da OTAN no Báltico.
Um jato russo quase colidiu com um avião espião da RAF sobre o Mar Negro, em dois incidentes distintos ocorridos no mês passado, segundo o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey. O episódio envolve riscos de acidentes e uma possível crise diplomática com Moscou.
O primeiro caso ocorreu quando o caça russo Su-27 realizou seis passes rasantes diante do veículo River Point, uma aeronave desarmada da RAF. Em outra passagem, o jato russo voou tão perto que acionou sistemas de emergência, incluindo a desativação do piloto automático, durante uma missão de vigilância em espaço aéreo internacional.
Healey classificou o comportamento como perigoso e inaceitável e afirmou que tais ações aumentam o risco de acidentes e de escalada do conflito. O secretário ressaltou ainda que o Reino Unido manterá seu compromisso com a OTAN e a proteção de aliados, mesmo diante de agressões russas.
O River Joint, com tripulação de até 30 pessoas, realiza vigilância eletrônica em alcance de cerca de 240 quilômetros. A aeronave foi utilizada para monitorar a atividade russa durante patrulhas da OTAN, reforçando a função de coleta de informações na região.
Escalada de tensões e desdobramentos
Nos últimos meses, o Reino Unido informou rastreamento de três submarinos russos posicionados próximo a infraestruturas estratégicas no Atlântico Norte por cerca de um mês. Esses fatos ocorrem em meio a uma série de violações do espaço aéreo e a ataques aéreos na Ucrânia, que elevam a tensão entre ocidente e Moscou.
Na região do Báltico, moradores de Vilnius, capital da Lituânia, foram orientados a buscar abrigo durante um alerta de drones na fronteira com Belarus. O presidente lituano e a primeira-ministra foram levados a locais seguros, enquanto o Parlamento recebeu ordem de evacuação e o espaço aéreo do aeroporto foi fechado.
Na terça-feira, um drone abatido por uma força da OTAN, na Estônia, teve atuação associada a operações ucranianas. Autoridades estonianas indicaram que o derrubamento ocorreu com apoio de um caça F-16 romeno. Letônia também emitiu alertas de drones próximos à fronteira russa, com caças da OTAN acionados no Báltico.
A Ucrânia tem intensificado ataques com drones de longo alcance contra a Rússia nos últimos dias, incluindo ações na região do Báltico. Desde março, diversas operações entraram no espaço aéreo de países membros da OTAN vizinhos à Rússia, gerando inquietação pública e responder com medidas de defesa.
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