- A CAE do Senado aprovou, por 19 votos a 4, a indicação de Otto Lobo para a presidência da CVM; o relatório segue para votação no plenário, ainda hoje.
- Também foi aprovada, por 19 votos a 1, a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM.
- Lobo foi questionado por dois senadores sobre decisões que teriam favorecido o Banco Master, durante a sabatina.
- Sobre a OPA da Ambipar, o candidato afirmou que a decisão foi técnica e tomada pelo colegiado, não de forma individual.
- O presidente da CVM, em decisão anterior, dispensou a Ambipar de realizar a OPA após aumento de participação, o que beneficiou o Banco Master; ele disse desconhecer apoio de Joesley Batista à sua indicação.
A CAE do Senado aprovou, por 19 votos a 4, a indicação de Otto Lobo para presidir a CVM. O nome segue para apreciação no plenário, potencialmente ainda nesta sessão. Também foi aprovada, por 19 votos a 1, a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM.
Durante a sabatina, apenas dois senadores questionaram Otto Lobo. Relator Eduardo Braga e Eduardo Girão levantaram dúvidas sobre decisões que teriam favorecido o Banco Master na autarquia.
Sobre a OPA da Ambipar, Lobo argumentou que a decisão foi técnica e colegiada. Ele mencionou que a decisão não foi individual e que houve votação entre os membros do colegiado da CVM.
A votação anterior gerou controvérsia ao dispensar a Ambipar de realizar a oferta de ações após operação que aumentou participação na empresa. Na ocasião, o voto de qualidade do presidente da CVM favoreceu a não necessidade de OPA, beneficiando o Master, segundo críticas.
Em outra afirmação, Lobo disse não ter conhecimento de irregularidades do Master pela área técnica da CVM. Ele afirmou que, diferentemente do BC, o colegiado da CVM não tem conhecimento prévio de investigações, apenas julga os processos.
O senador explicou ainda que não tem conhecimento de apoio do empresário Joesley Batista à sua indicação. A sabatina ocorre no âmbito da análise para a composição da CVM.
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