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Dólar sobe para R$ 5,06 com cenário político interno e externo

Dólar fecha acima de R$ 5,05, com aversão a risco global impulsionada pela crise política brasileira e pelo estreito de Ormuz fechado

Nesta semana, dólar acumulou alta de 3,48%
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  • O dólar à vista fechou em R$ 5,06, com alta de 1,59% nesta sexta-feira (15), acompanhando o movimento global da moeda.
  • Na semana, o dólar subiu 3,48%; no ano, houve recuo de 7,70%.
  • O dólar futuro para junho, o mais líquido, operava em R$ 5,0815, com ganho de 1,53%.
  • O movimento reflete ganhos dos rendimentos dos Treasuries e expectativas de alta de juros pelo Federal Reserve, em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio e ao fechamento do estreito de Ormuz.
  • No Brasil, o cenário político envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro, além de buscas da Polícia Federal ligadas a Cláudio Castro, aumentou a percepção de aversão ao risco e pressionou o real.

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (15), acima de R$ 5,05, acompanhando a valorização global da moeda e o cenário político brasileiro. O movimento teve peso no momento político envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Master, Vorcaro. A notícia veio em meio a tensões geopolíticas e a recuperação de ativos globais.

O dólar à vista subiu 1,59%, para R$ 5,0664 ao final do pregão. Na semana, houve alta de 3,48% e, no ano, queda de 7,70%. O contrato futuro para junho, o mais líquido, avançou 1,53%, para R$ 5,0815 às 17h05.

O real ficou entre as moedas com maior valorização negativa entre emergentes, em linha com a alta dos Treasuries e com expectativas de alta de juros pelo Fed para conter a inflação. A continuação do conflito no Oriente Médio ajudou a sustentar o cenário de aversão ao risco.

O Brent, referência de petróleo, voltou a subir após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar endurecimento da posição em relação ao Irã. Esse contexto externo reforçou a pressão sobre ativos de risco, incluindo o dólar.

Paralelamente, o Irã disse não confiar nos EUA e declarou interesse em negociar apenas se houver seriedade por parte de Washington. Analysts destacam que o cenário geopolítico alimenta volatilidade nos mercados de câmbio.

O boletim de mercado aponta que o quadro de risco elevado pesou sobre ativos emergentes, com o dólar ganhando força frente ao peso chileno, rand sul-africano e peso mexicano. O real liderou as perdas entre as moedas globais na sessão.

No âmbito político interno, cresce a atenção ao relacionamento do senador Flávio Bolsonaro com Vorcaro, após reportagem do Intercept Brasil sobre um possível financiamento para um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades.

Fontes próximas ao mercado ressaltam que a ligação com Vorcaro pode aumentar as percepções de incerteza sobre o cenário político e fiscal do Brasil, influenciando decisões de investimento. O temor de continuidade do governo Lula também é considerado.

A Polícia Federal deflagrou mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira em relação à refinaria Refit, envolvendo Cláudio Castro, ex-governador do Rio e aliado de Flávio. A operação amplia a atenção sobre a conjuntura política.

Ao longo do dia, o Intercept publicou novas informações sobre as relações da família Bolsonaro com Vorcaro, alimentando o debate sobre impactos políticos e econômicos. Mercados reajustam-se diante de novas evidências.

O Banco Central atuou no mercado de câmbio ao vender 50 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho, sem efeitos perceptíveis nas cotações ao longo da manhã.

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