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Feminicídios sobem 41% no 1º trimestre em SP; roubos e homicídios caem

Feminicídios sobem 41% no 1º trimestre em São Paulo, atingindo recorde desde 2012; roubos e homicídios caem

Estado de São Paulo teve alta de 41% nos casos de feminicídio no primeiro trimestre deste ano
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  • Feminicídio teve alta de quarenta e um por cento no primeiro trimestre de dois mil e vinte e quatro, totalizando 86 ocorrências, o maior registro desde o início da série histórica em dois mil e doze.
  • Na capital, não houve variação relevante para feminicídio; ocorreram 17 casos no período, e houve aumento de estupros no primeiro trimestre, de 1,6%, com mil e oitocentos e vinte e oito registros em março.
  • Homicídios no estado caíram 5,6% no primeiro trimestre, totalizando 605 vítimas, menor índice da série histórica iniciada em dois mil e um; em março houve alta de 1,7% na capital e de 32,4% no estado.
  • Roubos recuaram 19,3% no estado (36,5 mil casos) e furtos caíram 6,3% (132 mil); latrocínios tiveram queda de 60,4% (19 vítimas).
  • O governo afirma ter reforçado a proteção às mulheres: 144 Delegacias de Defesa da Mulher, 173 Salas DDM, mais de 650 policiais; prepara 69 novas salas DDM e ações como o Circuito SP Por Todas e cooperação com o TJ para monitoramento eletrônico.

O Estado de São Paulo registrou um aumento de 41% nos feminicídios no primeiro trimestre, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Foram 86 ocorrências entre janeiro e março de 2024, ante 61 no mesmo período de 2023. O recorde é o maior para o período desde o início da série histórica, em 2012.

Na capital, não houve variação expressiva no total de feminicídios, com 17 casos no 1º trimestre. O levantamento também apontou aumento de estupros na cidade no mesmo intervalo. A SSP afirma que monitora indicadores criminais permanentemente e reforça a prioridade do governo estadual no enfrentamento à violência contra a mulher.

Ponto-chave: ações de proteção e perspectiva institucional

A SSP destaca que a rede de proteção foi ampliada, com 144 Delegacias de Defesa da Mulher e 173 Salas DDM para atendimento remoto, além de reforço de mais de 650 policiais. Segundo a pasta, estão previstas 69 novas salas DDM e outras medidas para ampliar políticas de enfrentamento.

Em 2023, o estado já havia registrado alta de 8,1% nos feminicídios, atingindo o maior patamar da série, com 266 ocorrências. Casos emblemáticos, como o de Tainara Santos, ajudaram a manter o tema em pauta pública, segundo o jornal Estadão.

Processos judiciais envolvendo casos de feminicídio

Sobre o caso envolvendo o tenente-coronel GERALDO Leite Rosa Neto, réu por feminicídio, o STJ decidiu que ele será julgado pela Justiça Comum, na 5ª Vara do Júri de São Paulo. O militar nega o crime e sustenta que a vítima cometeu suicídio após saber da separação; investigadores contestam a versão.

No âmbito criminal, a capital paulista segue com queda no total de homicídios no primeiro trimestre, em linha com o Estado. O número de vítimas diminuiu 4,24% no estado, somando 632 casos, e 5,6% na comparação com o trimestre anterior em termos nacionais. A capital registrou queda de 6,8% nos homicídios.

Dados regionais sobre violência e segurança

No estado, roubos caíram 19,3% no 1º trimestre, totalizando 36,5 mil ocorrências. Furtos tiveram queda de 6,3% (132 mil casos). Latrocínios registraram queda expressiva de 60,4% (19 casos). Estupros recuaram 0,26% (3,8 mil casos).

Na capital, roubos diminuíram 14,3% (22,9 mil casos) e furtos caíram 1,3% (61 mil). Estupros, porém, subiram 1,6% (828 casos). Latrocínios tiveram queda de 53,8% (6 vítimas), e homicídios recuaram 6,8% (123 casos).

Contexto e próximas medidas

A SSP afirma que oscilações mensais em homicídios são analisadas pelo programa SP Vida, que subsidia ações de prevenção e repressão. O governo também negocia medidas como o Plano de Metas Decenal para enfrentar a violência contra a mulher e o circuito SP Por Todas, com monitoramento eletrônico de agressores e cooperação com o TJ.

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