- O Museu de Arte e História de Genebra (MAH) evacuou artefatos arqueológicos de Gaza antes de um ataque israelense, salvando 70% dos itens.
- A operação ocorreu em 9 de setembro, quando Israel começou a emitir avisos de evacuação para a população de Gaza.
- A equipe do MAH, em parceria com a Unesco e a Aliph Foundation, trabalhou para proteger itens de sítios arqueológicos importantes, como as ruínas do Mosteiro de São Hilarion.
- Fadel Al-Utol, arqueólogo do MAH, foi essencial na seleção dos itens a serem salvos, mas 30% dos artefatos, incluindo cerâmicas e objetos lapidários, foram perdidos.
- A destruição do repositório é considerada uma violação da Convenção de Haia, que protege o patrimônio cultural em conflitos armados.
O Museu de Arte e História de Genebra (MAH) conduziu uma operação de evacuação de artefatos arqueológicos de Gaza, salvando 70% dos itens antes de um ataque israelense que destruiu o local de armazenamento. A ação ocorreu em 9 de setembro, quando as forças israelenses começaram a emitir avisos de evacuação para a população de Gaza, visando alvos estratégicos, incluindo o prédio que abrigava a coleção.
A equipe do MAH, em colaboração com instituições como a Unesco e a Aliph Foundation, mobilizou esforços para proteger os artefatos, que incluem achados de sítios arqueológicos significativos, como as ruínas do Mosteiro de São Hilarion, listado como Patrimônio Mundial da Unesco. Béatrice Blandin, curadora das coleções arqueológicas do MAH, destacou a importância de alertar autoridades suíças e arqueólogos israelenses sobre a situação.
A operação de evacuação foi realizada em um curto espaço de tempo, com a equipe trabalhando sob pressão e em condições de insegurança. Fadel Al-Utol, arqueólogo do MAH com experiência em Gaza, foi fundamental na seleção dos itens a serem salvos. Apesar do sucesso em resgatar a maioria dos artefatos, 30% dos itens, incluindo cerâmicas e objetos lapidários, foram perdidos na destruição.
A destruição do repositório arqueológico é vista como uma violação da Convenção de Haia, que protege o patrimônio cultural em conflitos armados. A ONG israelense Emek Shaveh criticou a narrativa oficial israelense, que minimiza os danos causados ao patrimônio cultural e enfatiza que os artefatos pertencem a toda a comunidade de Gaza, não apenas à sua população cristã.
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