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Quatro indicadores que empresas devem acompanhar, segundo CEO de 800 franquias

Carla Sarni destaca quatro indicadores essenciais para gestão de franquias e recomenda CRM com IA para reduzir no show e aumentar o faturamento

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  • Carla Sarni destaca quatro indicadores essenciais para qualquer negócio: taxa de conversão, captação de novos clientes, ticket médio e lead time, mostrando como cada um afeta o faturamento e a fidelização.
  • No episódio, Bruna Brindaglia admite que não acompanhava métricas do negócio, o que evidencia a importância de medir e acompanhar indicadores regularmente.
  • A clínica Brindaglia tinha cerca de 200 atendimentos por mês, cresceu rapidamente e enfrentou problemas de pós-venda, portfólio amplo e dependência da presença da dona.
  • Carla recomenda usar um CRM conectado a inteligência artificial para reduzir o no show, integrar os quatro indicadores e monitorar canais de captação (online e indicação).
  • Dicas adicionais incluem priorizar o portfólio com o Princípio de Pareto (20% de serviços que geram 80% da receita) e manter ambição como estratégia de crescimento.

Foi mostrado no Choque de Gestão um método de gestão aplicável a qualquer setor. Carla Sarni, CEO do Grupo Salus, questionou Bruna Brindaglia sobre a prática de acompanhar indicadores do negócio mensalmente; a resposta foi negativa. Bruna dirige a Clínica Brindaglia, em Santo André, com sete anos de atuação.

A clínica cresceu de 30 clientes em espaços alugados para cerca de 200 atendimentos mensais. A expansão trouxe desafios: dependência da presença da proprietária, ausência de pós-venda, portfólio amplo e falta de métricas formais de gestão.

A conversa enfatizou a ideia de “venda de impacto”: clientes entram e fecham na mesma ligação, reduzindo a necessidade de ações de retenção. Em setores variados, o raciocínio é o mesmo: tempo entre contato e fechamento impacta a fidelidade e o risco de parada.

Indicadores que ajudam a medir o desempenho

1. Taxa de conversão

O indicador observa a relação entre contatos e fechamentos. A métrica indica a qualidade do processo comercial e revela gargalos que o faturamento bruto não mostra. Variações mensais e anuais ajudam a detectar tendências.

2. Captação de novos clientes

O segundo indicador mede o volume mensal de clientes novos e a origem: online, indicação ou outros canais. O canal influencia custo de aquisição e comportamento de compra. Indicações costumam fechar com mais rapidez e fidelidade.

Bruna relatou que 60% das clientes da clínica vieram por indicação, número expressivo que não era acompanhado formalmente. A métrica ajuda a direcionar esforços de relacionamento e retenção.

3. Ticket médio

O ticket médio representa o gasto médio por visita. O foco é vender mais e melhor para o mesmo cliente, aumentando a fidelização. Clientes recorrentes tendem a gastar mais conforme a confiança cresce.

Na prática, o ticket médio muda a lógica financeira: há menos dependência de novos clientes para crescer. A experiência, credibilidade e relacionamento influenciam esse valor.

4. Lead time

O tempo entre o primeiro contato e o fechamento é o quarto indicador. Lead time curto reduz perdas de clientes, enquanto prazos longos elevam a chance de desistência e de concorrência.

A ideia central é a venda de impacto: clientes fecham na ligação inicial, evitando ações de follow-up extensas. Em estética, a agilidade pode ser decisiva para a retenção.

O elo entre indicadores: CRM e IA

Carla apontou que um CRM conecta os quatro indicadores, tornando o acompanhamento mais preciso. Sem CRM, a conversão, captação e ticket podem ficar dispersos, dificultando a visão integrada.

Ela lembrou que, se não houver investimento em CRM, será necessária mão de obra adicional. Combinar CRM com IA pode reduzir o no show, com interação humana em fases estratégicas.

Portfólio e foco estratégico

Além dos quatro indicadores, Carla destacou a necessidade de simplificar o portfólio. Um catálogo muito amplo pode confundir o cliente e gerar gasto excessivo com comunicação.

A recomendação é aplicar o Pareto: identificar os 20% de serviços que geram 80% da receita e priorizar esses itens. Serviços menos relevantes devem ser avaliados para exclusão.

Rumo à implementação

Ao final, Carla enfatizou a ambição como estratégia: crescer não é opção, é necessidade. Bruna planeja implementar reuniões semanais, migrar para um CRM robusto e revisar o portfólio com foco nos itens mais lucrativos.

Com o novo foco, os quatro indicadores devem ser monitorados semanalmente, conforme prática defendida por Sarni. A expectativa é melhorar conversão, captação, ticket e lead time.

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