A Rappi aumentou a taxa mínima para entregadores para R$ 10 nos finais de semana, a partir de 30 de setembro. Essa mudança busca ajudar os entregadores, já que os finais de semana representam 60% das entregas. Além disso, a Rappi zerou as taxas de intermediação para restaurantes, tentando atrair mais estabelecimentos. Para entregas de bicicleta, a taxa mínima será de R$ 9 nos finais de semana e R$ 7 em outros horários. O iFood, concorrente da Rappi, atualmente oferece uma taxa mínima de R$ 6,50, que subirá para R$ 7,50 em junho. A Rappi atendeu a uma demanda dos entregadores que pediam a taxa mínima de R$ 10 após uma greve. A 99Food também está mudando, oferecendo um novo modelo de pagamento que promete R$ 250 para entregadores que fizerem 20 corridas em um dia, mas isso gerou críticas sobre a segurança no trânsito. O presidente do Sindimoto-SP expressou preocupação com a segurança dos entregadores, afirmando que as novas medidas podem não garantir proteção social. A competição no setor está aumentando, com a chegada da Meituan e uma parceria entre o iFood e a Uber.
Em um cenário de intensa competição no mercado de delivery brasileiro, a Rappi anunciou um aumento na taxa mínima para entregadores, que agora será de R$ 10 nos finais de semana. A mudança, que entra em vigor a partir de 30 de setembro, visa beneficiar os motociclistas durante o período que representa 60% do fluxo total de entregas, segundo Felipe Criniti, CEO da Rappi no Brasil.
Além do aumento na taxa mínima, a Rappi também zerou as taxas de intermediação para restaurantes, uma estratégia para atrair mais estabelecimentos para sua plataforma. O valor mínimo de R$ 10 se aplica a entregas de moto ou carro, enquanto para bicicletas, a taxa sobe para R$ 9 nos finais de semana. Nos demais horários, a taxa mínima permanece em R$ 7.
Mudanças na Concorrência
O iFood, principal concorrente da Rappi, atualmente oferece uma taxa mínima de R$ 6,50, que será elevada para R$ 7,50 a partir de 1º de junho. O reajuste da Rappi atende a uma das reivindicações dos entregadores durante uma greve realizada no mês passado, que pedia a criação de uma taxa mínima de R$ 10, além de outras demandas, como o aumento do valor pago por quilômetro rodado.
A 99Food também está se movimentando no mercado, introduzindo um novo modelo de remuneração que promete ganhos superiores aos oferecidos pelo iFood. A empresa pagará um valor mínimo de R$ 250 para entregadores que realizarem 20 corridas em um único dia, o que gerou críticas do Sindimoto-SP. O sindicato alerta que essa exigência pode incentivar comportamentos arriscados no trânsito.
Reações e Expectativas
Gilberto Almeida, presidente do Sindimoto-SP, expressou preocupações sobre a segurança dos entregadores, afirmando que as novas medidas podem não garantir proteção social e direitos trabalhistas. O aumento da taxa mínima da Rappi, embora atenda a uma demanda dos trabalhadores, é visto como uma estratégia temporária em meio à acirrada concorrência.
Recentemente, a gigante chinesa Meituan anunciou a chegada de seu serviço de entrega de refeições, Keeta, ao Brasil, enquanto o iFood firmou uma parceria com a Uber para integrar seus aplicativos. Essas movimentações refletem a dinâmica competitiva do setor, que continua a evoluir rapidamente.
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