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Ataques a ônibus em São Paulo se espalham pela Avenida Paulista e causam temor

Ataques a ônibus em São Paulo aumentam, ferindo crianças e gerando pânico. Polícia intensifica operações, mas vandalismo persiste.

Ônibus da viação Metrópole Paulista é atacado com uma pedrada ao transitar pela Avenida Paulista, região central de São Paulo, no domingo, 13. (Foto: Viação Metrópole Paulista)
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  • Desde junho de 2025, São Paulo registra uma onda de vandalismo com 466 ataques a ônibus, incluindo um incidente em que uma criança ficou ferida por estilhaços de vidro.
  • O ataque ocorreu na Avenida João Jorge Saad, no Morumbi, quando uma bolinha de gude foi disparada contra um coletivo.
  • No dia 15 de julho, 36 ônibus foram atacados, totalizando 947 depredações em 2025, com uma média de três ônibus depredados por dia.
  • A Polícia Militar intensificou a segurança com a Operação Impacto – Proteção a Coletivos, mobilizando 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas.
  • Oito suspeitos foram detidos, mas as investigações sobre as motivações dos ataques, que podem envolver facções criminosas, ainda não foram concluídas.

Desde junho, São Paulo enfrenta uma onda de vandalismo que já resultou em 466 ataques a ônibus, incluindo um incidente recente em que uma criança de 10 anos ficou ferida por estilhaços de vidro. O ataque ocorreu na Avenida João Jorge Saad, no Morumbi, quando uma bolinha de gude foi disparada contra um coletivo.

A situação se agravou nas últimas semanas, com 36 ônibus atacados apenas no dia 15 de julho. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) registrou um total de 947 depredações em 2025, com uma média de três ônibus depredados por dia desde o início da onda de vandalismo.

Ações Policiais

A Polícia Militar intensificou a segurança com a Operação Impacto – Proteção a Coletivos, mobilizando 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas. Até o momento, oito suspeitos foram detidos, mas as investigações sobre as motivações dos ataques ainda não foram concluídas. As autoridades consideram a possibilidade de envolvimento de facções criminosas e disputas entre empresas de transporte.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou a lentidão das investigações, afirmando que a polícia precisa acelerar a identificação dos responsáveis. Ele destacou que a situação gera pânico entre os passageiros, que confundem os disparos com tiros.

Motivações e Impactos

As investigações apontam para uma possível “migração de motivação” nos ataques, com a possibilidade de que funcionários ou empresas do setor estejam envolvidos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não descartou a influência de desafios nas redes sociais. A situação não se limita à capital, com registros de vandalismo também na Grande São Paulo e na Baixada Santista.

As autoridades continuam a monitorar a situação, enquanto a população aguarda respostas efetivas sobre a segurança no transporte público. A pressão aumenta para que as investigações avancem e que medidas concretas sejam tomadas para proteger os passageiros e os veículos de transporte coletivo.

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