O verão de 2024 no Rio de Janeiro foi marcado por recordes de calor, com temperaturas atingindo o nível 4 do protocolo de enfrentamento a altas temperaturas, estabelecido pela prefeitura. O mês de fevereiro registrou a menor precipitação desde 1977, com apenas 0,6 mm de chuva, enquanto a média esperada era de 123,3 mm. Este […]
O verão de 2024 no Rio de Janeiro foi marcado por recordes de calor, com temperaturas atingindo o nível 4 do protocolo de enfrentamento a altas temperaturas, estabelecido pela prefeitura. O mês de fevereiro registrou a menor precipitação desde 1977, com apenas 0,6 mm de chuva, enquanto a média esperada era de 123,3 mm. Este cenário extremo foi influenciado pelo fenômeno La Niña, que, embora normalmente traga chuvas, foi menos intenso este ano, e por um bloqueio atmosférico que impediu a passagem de frentes frias.
O corpo de bombeiros reportou um aumento de 435% nas queimadas em comparação ao ano anterior, com mais de 6 mil incêndios em vegetação. Em contrapartida, o verão também trouxe momentos de alegria, como a presença de um lobo-marinho na Praia de Ipanema, apelidado de Joca, e uma programação de réveillon diversificada, com shows de artistas renomados como Caetano Veloso e Ivete Sangalo.
A cidade também se destacou culturalmente, com a casa que serviu de locação para o filme “Ainda estou aqui” se tornando um ponto turístico, reconhecido pelo Google. Além disso, a realização dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial em três dias foi uma novidade bem recebida, embora a logística precise de ajustes. A Praia da Glória, antes pouco frequentada, viu um aumento na popularidade devido a boletins de balneabilidade positivos.
Entretanto, o verão não foi isento de problemas, com um aumento significativo nas ocorrências criminais. Em janeiro, os roubos de veículos subiram 43%, e os de celulares, 39%. Durante o carnaval, a Polícia Militar registrou 786 prisões em flagrante, utilizando câmeras de reconhecimento facial. As altas temperaturas também resultaram em mais de 5 mil atendimentos médicos relacionados ao calor, e o banho de mar noturno, embora atraente, causou 12 mortes por afogamento em dois meses.
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