- O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu temporariamente a obrigação do SBT de conceder direito de resposta a Erika Hilton por declarações do apresentador Ratinho, proferidas em 11 de março de 2026.
- A suspensão vale até o julgamento do recurso pela segunda instância, conforme decisão assinada pelo desembargador Mário Chiuvite Júnior, na quinta-feira, 2 de julho de 2026.
- No programa do Ratinho, o apresentador afirmou que a Comissão da Mulher deveria ser comandada por “uma mulher de verdade” e fez comentários sobre gênero.
- Na mesma data, Erika Hilton foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e ingressou com ação judicial por considerar as declarações transfóbicas.
- Em primeira instância, o SBT deveria exibir o vídeo com igual destaque no mesmo programa em que as falas foram transmitidas, mas a decisão foi suspensa enquanto tramita o recurso.
Nesta sexta-feira (03), o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou temporariamente o SBT a não exibir o direito de resposta pedido pela deputada federal Erika Hilton. A deputada entrou na justiça contra declarações de Ratinho no programa do apresentador.
O desembargador Mário Chiuvite Júnior entendeu que a suspensão não causa prejuízo imediato enquanto o tribunal analisa o recurso da emissora. Com a decisão, o SBT não precisa veicular o vídeo neste momento.
O caso começou após a edição do Programa do Ratinho exibida em 11 de março de 2026. O apresentador afirmou que “uma mulher de verdade” deveria comandar a Comissão da Mulher da Câmara e fez declarações que Erika Hilton considerou transfóbicas.
Na mesma data, a Câmara elegeu a deputada presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. As falas levaram Hilton a acionar a Justiça.
Em primeira instância, o juiz André Della Latta Cartaxo considerou que Ratinho dirigiu ofensas à congressista e autorizou a exibição do direito de resposta. A decisão determinava que o SBT veiculasse o vídeo com igual destaque e no mesmo horário das declarações do apresentador.
SBT e Erika Hilton ainda não se manifestaram publicamente sobre a nova decisão do TJ-SP. O caso segue em tramitação até a análise do recurso.
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