- Dinamarca registrou 37°C, pico histórico desde o início das medições em 1874, pouco depois das duas da tarde de sábado.
- Em Aarhus, semáforos pararam de funcionar e a companhia de água de Voel pediu economia, orientando para não regar gramados, usar aspersores ou encher piscinas.
- Do outro lado do mar Báltico, na Lituânia, fez 33°C e há expectativa de subir até 37°C; as temperaturas noturnas ficam acima de 20°C.
- A onda de calor segue pela Europa, com alertas em vários países e impactos na saúde, escolas e rotina das cidades.
- Fronteias da onda de calor trouxeram impactos na França e no Reino Unido, incluindo mortes por afogamento, transporte interrompido e a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Paris adiada para setembro.
O Instituto de Meteorologia da Dinamarca registrou um recorde de calor de 37°C neste sábado, pouco depois das 14h, na região da costa do Báltico. A marca supera o anterior recorde de 36,6°C e é a mais alta desde a criação do instituto, em 1874. Aarhus, segunda maior cidade do país, registrou impactos na infraestrutura local.
Temperaturas tão elevadas levaram a interrupções: vários semáforos ficaram parados na região de Aarhus, enquanto a companhia de água de Voel pediu economia no uso de água, com menos regas, menos aspersão e sem enchimento de piscinas de grande porte. A demanda energética também subiu.
Na Lituânia, temperaturas chegaram a 33°C, com expectativa de novos picos até segunda-feira, possivelmente atingindo 37°C. As noites não descem abaixo de 20°C, dificultando o resfriamento das residências e aumentando o desgaste físico da população. A onda de calor se estende pela região do Báltico.
Contexto europeu e impactos
Na Europa, a situação se repete com calor extremo que alcançou vários países. Reino Unido, França, Alemanha e Holanda emitiram alertas de calor pela primeira vez na história, impactando serviços públicos, transporte e saúde. O continente enfrenta temperaturas recordes e agravamento de riscos à população.
Na França, ao menos 55 pessoas morreram ao tentar se refrescar, conforme apurações. Paris adiou a Parada do Orgulho LGBTQIA+ para setembro para diminuir a pressão sobre os serviços de saúde. Restrições de energia e fechamento de atrações também foram observados em várias cidades.
O calor interrompeu linhas ferroviárias na Grã-Bretanha, e atrações como Louvre e Torre Eiffel foram fechadas mais cedo em várias cidades. A França ainda registrou falhas na rede elétrica, deixando dezenas de milhares de residências sem energia até a quarta-feira.
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