- As ações da Camil (CAML3) caíram 4,90% em 16 de outubro, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2025 (1T25), com os papéis cotados a R$ 5,05.
- No 1T25, a empresa registrou um EBITDA de R$ 233 milhões, uma queda de 6% em relação ao ano anterior, com a margem EBITDA estável em 8,7%.
- O segmento de Alto Giro, que inclui açúcar, foi o principal responsável pela queda, devido à redução de 27% nos preços do arroz e ao cenário desafiador do mercado de açúcar.
- A alavancagem da Camil subiu para 4,1 vezes dívida líquida/EBITDA, em comparação a 3,0 vezes no quarto trimestre de 2024 (4T24), devido ao consumo sazonal de capital de giro.
- As perspectivas variam entre os analistas, com o JPMorgan mantendo recomendação de venda e preço-alvo de R$ 5, enquanto o Itaú BBA classifica as ações como compra, com preço-alvo de R$ 9.
As ações da Camil (CAML3) enfrentaram uma forte queda de 4,90% nesta quarta-feira, 16 de outubro, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2025 (1T25). Os papéis estavam cotados a R$ 5,05 às 12h52. O Santander avaliou que os resultados estavam em linha com as expectativas, mas expressou preocupações sobre a sustentabilidade financeira da empresa.
No 1T25, a Camil registrou um EBITDA de R$ 233 milhões, representando uma queda de 6% em relação ao ano anterior. A margem EBITDA se manteve estável em 8,7%, mas houve uma redução de 90 pontos-base na comparação trimestral. O segmento de Alto Giro, que inclui produtos como açúcar, foi o principal responsável pela queda, afetado pela redução de 27% nos preços do arroz e pela continuidade de um cenário desafiador no mercado de açúcar.
Desempenho por Segmento
No Brasil, o EBITDA foi de R$ 163 milhões, uma queda de 12% em base anual. A recuperação da produtividade da safra 2024/25 contribuiu para a queda nos preços do arroz. Apesar disso, a Camil conseguiu repassar um aumento de 123% nos preços do café no segmento de Alto Valor, embora tenha enfrentado recuo nos volumes. O desempenho internacional foi positivo, com um crescimento de 24% no volume vendido, impulsionado por exportações robustas do Uruguai e Equador.
A alavancagem da Camil subiu para 4,1 vezes dívida líquida/EBITDA, em comparação a 3,0 vezes no 4T24, devido a um consumo sazonal de capital de giro de aproximadamente R$ 890 milhões. O Santander projeta um cenário desafiador, prevendo que a empresa encerrará o exercício fiscal de 2025 com uma alavancagem de 3,2 vezes, abaixo do limite contratual de 4,0 vezes.
Perspectivas Futuras
O Itaú BBA e a XP também comentaram sobre os resultados, destacando que a queda nos preços do arroz impactou os volumes, mas as operações internacionais sustentaram os números. O JPMorgan acredita que os preços do arroz atingiram um piso e podem se recuperar, o que beneficiaria a dinâmica de estoques e margens da Camil no curto prazo. As recomendações para as ações da Camil variam entre os bancos, com o JPMorgan mantendo recomendação de venda e preço-alvo de R$ 5, enquanto o BBA classifica as ações como compra, com preço-alvo de R$ 9.
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