Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Diabetes tipo 5: nova categoria divide cientistas e médicos

A Federação Internacional do Diabetes reconhece o tipo cinco, mas a Organização Mundial da Saúde não confirma a condição, mantendo dúvidas diagnósticas

Os médicos disseram a Noella Mukumbi que ela tem diabetes tipo 5, que costuma atingir jovens gravemente abaixo do peso
0:00
Carregando...
0:00
  • Diabetes tipo cinco seria uma possível forma da doença associada a longos períodos de desnutrição na infância, reconhecida pela Federação Internacional do Diabetes, mas a Organização Mundial da Saúde ainda não a reconhece como condição distinta.
  • Noella Mukumbi, diagnosticada com diabetes tipo 1 em dois mil e vinte e três, passou mal com o tratamento padrão de insulina e foi diagnosticada, após avaliação, com diabetes tipo cinco.
  • A condição pode afetar jovens extremamente magros, com desnutrição crônica prejudicando o desenvolvimento do pâncreas; mesmo produzindo insulina, o corpo pode não gerar o suficiente ou reagir de forma incomum à substância.
  • Há divergência entre organizações e especialistas sobre a existência do tipo cinco como entidade separada; a FID criou um grupo de trabalho para estabelecer critérios diagnósticos e diretrizes de tratamento, enquanto a OMS pede mais evidências.
  • Noella passou a reduzir a dose de insulina e iniciou metformina; após a mudança, relata melhora na visão, ganho de peso e sensação de mais força, apesar das controvérsias sobre o diagnóstico.

Noella Mukumbi, de 30 anos, recebeu insulina pela primeira vez em meio a uma esperança de salvar a vida. A experiência, porém, deixou a jovem da República Democrática do Congo com a sensação de estar morrendo. Cerca de três anos depois, especialistas sugerem que ela pode ter diabetes tipo 5, condição associada à desnutrição na infância.

Mukumbi, cabeleireira e mãe de dois filhos, foi diagnosticada com diabetes tipo 1 em 2023. Logo após iniciar o tratamento com insulina diário, passou a sentir tonturas, desequilíbrio e, em um episódio, caiu. O relato aponta para uma resposta atípica ao tratamento convencional.

Especialistas indicam que o tipo 5 surge a partir de longos períodos de subnutrição, particularmente na infância ou adolescência. Embora a Federação Internacional do Diabetes tenha reconhecido o tipo 5 no ano passado, a Organização Mundial da Saúde não o classifica como uma forma distinta da doença.

Existem quem defenda que o tipo 5 pode afetar até 25 milhões de pacientes, alertando para danos se confundido com outras formas de diabetes. Médica americana observa problemas de classificação que podem levar a tratamentos inadequados com insulina e a mortes por falhas no manejo.

Diferentemente do tipo 1, que é autoimune, e do tipo 2, ligado à resistência, o tipo 5 pode estar relacionado a uma falha no desenvolvimento do pâncreas pela desnutrição crônica. Mesmo assim, ainda não há um marcador diagnóstico universalmente aceito.

A ausência de critérios formais complica o diagnóstico. A Federação Internacional do Diabetes formou um grupo de trabalho para estabelecer padrões de diagnóstico e diretrizes de tratamento, enquanto o financiamento para pesquisas permanece reduzido em meio a cortes globais na saúde.

Noella Mukumbi tem reagido de modo positivo a ajustes terapêuticos: redução na dose de insulina, uso de metformina e melhoria na visão e no peso. Ela vive hoje em Uganda, onde descreve mudança significativa na qualidade de vida após as mudanças no tratamento.

Profissionais de saúde ressaltam que casos como o de Mukumbi exigem monitoramento cuidadoso, pois a resposta a insulina pode variar entre pacientes com perfil nutricional muito baixo. A discussão científica continua, com diferentes entidades defendendo ou questionando a existência de um novo tipo da doença.

Em meio ao debate, pesquisadores destacam a necessidade de dados robustos para esclarecer se o tipo 5 configura uma entidade clínica autônoma ou se corresponde a variações de tipo 1 ou tipo 2 associadas à subnutrição.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais