- Confederation Bridge tem 12,9 km de extensão, ligando a Ilha do Príncipe Eduardo a New Brunswick, no Canadá, com custo superior a 1 bilhão de dólares.
- Pilares recebem escudos de gelo em formato cônico para enfrentar placas de gelo que se movem no Estreito de Northumberland.
- A construção exigiu vigas de concreto pré-fabricadas em terra e uso do navio-guindaste Svanen para montagem no mar gelado.
- A ponte conta com defletores de vento, concreto de alta performance e amortecedores para suportar condições extremas, incluindo ventos fortes e tremores.
- Desde a inauguração em 1997, a ligação contínua impulsionou a economia local, especialmente na exportação de batatas e no turismo, substituindo as balsas sujeitas a congelamento.
A Confederation Bridge, viaduto de 12,9 km, liga a Ilha do Príncipe Eduardo à província de New Brunswick, no Canadá. A obra, concluída e aberta em 1997, enfrentou um dos invernos mais rigorosos e teve custo superior a 1 bilhão de dólares.
Para proteger os pilares do gelo em movimento, a ponte recebeu escudos de gelo em formato de cone invertido na linha d’água. Quando o gelo espesso faz contato, o desenho faz o peso da placa quebrar o próprio gelo, minimizando riscos de falha estrutural.
A construção exigiu pré-fabricação pesada em terra devido ao mar frio e agitado. As peças, com milhares de toneladas, foram içadas por um navio-guindaste especializado chamado Svanen, que encaixou as vigas no local.
Desafios técnicos e medidas
Defletores de vento de 1,1 metro protegem as laterais contra ventos extremos. A mistura de concreto de alta performance promete durar 100 anos, resistindo a sal e gelo. Amortecedores maciços sustentam a ponte contra movimentos sísmicos.
Antes da ponte, a ilha dependia de balsas, com interrupções frequentes por congelamento do mar. A conexão contínua facilitou a exportação de batata e o turismo, ampliando a atividade econômica local.
Operação e acesso
A travessia tem tempo médio de 10 a 12 minutos, com operação 24 horas por dia. Sistemas de câmeras e sensores meteorológicos acompanham condições em tempo real, controlando a velocidade e restringindo motos e caminhões altos quando necessário.
Tanto o tráfego quanto as condições são monitorados para evitar derrapagens em gelo negro. A infraestrutura mantém o acesso estável durante o inverno, quando as balsas enfrentavam cortes de serviço.
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