- Governo do Rio Grande do Sul reforça alerta para possível El Niño intenso em 2026, com probabilidade de 83% de o Pacífico ficar entre 1,5°C e 2°C acima da média.
- O governador Eduardo Leite determinou a antecipação do fluxo de Governança Integrada de Proteção, envolvendo cerca de 60 municípios de maior risco.
- A meteorologista Cátia Valente informou que o aquecimento do Pacífico avançou de -0,4°C no fim de 2025 para 0,5°C em maio, indicando início do fenômeno; aquecimento atlântico pode favorecer frentes frias e ciclones extratropicais no segundo semestre.
- Medidas previstas incluem alinhamento de protocolos, atualização de diagnósticos locais e reforço de planos de contingência, com seminários regionais entre governador e equipes técnicas.
- O governo destaca investimentos na Defesa Civil: efetivo ampliado, radar meteorológico em operação em Porto Alegre e mais três a entrar em funcionamento, além de planos de contingência em 497 municípios.
O governo do Rio Grande do Sul reforçou o alerta para a possibilidade de um El Niño intenso em 2026. Uma reunião com a Defesa Civil Estadual, realizada nesta quarta-feira (20), tratou de atualizar prognósticos climáticos e planejar medidas de prevenção no estado.
Há 83% de probabilidade de a temperatura do Oceano Pacífico ficar entre 1,5°C e 2°C acima da média, segundo os modelos apresentados. O cenário é semelhante ao observado durante o El Niño de 2015/2016. O governador Eduardo Leite determinou a antecipação do fluxo de governança integrada com municípios mais vulneráveis.
A meteorologista Cátia Valente afirmou que o aquecimento do Pacífico avançou rápido, saindo de -0,4°C no fim de 2025 para 0,5°C em maio. O aquecimento anômalo do Atlântico também pode favorecer frentes frias e ciclones extratropicais no segundo semestre. Contudo, especialistas destacaram que o El Niño, isolado, não indica desastres com certeza.
Medidas em andamento
Nas próximas semanas, o estado iniciará um fluxo de Governança Integrada de Proteção com cerca de 60 municípios de maior risco. O objetivo é alinhar protocolos, atualizar diagnósticos locais e fortalecer planos de contingência. O coronel Luciano Boeira, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, destacou a importância da antecipação para reduzir danos.
O governo também planeja seminários regionais com a participação do governador e de equipes técnicas. Além disso, os investimentos recentes fortalecem a resposta a eventos climáticos: o efetivo técnico foi ampliado, um novo radar opera em Porto Alegre e outros três devem entrar em funcionamento em breve.
Os 497 municípios gaúchos já contam com planos estruturados de contingência. Tais medidas refletem ações desencadeadas após enchentes ocorridas em 2023 e 2024, quando a consolidação desses planos ganhou maior relevância no estado.
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