- A ENGIE Brasil desenvolveu ferramentas próprias de IA e machine learning voltadas à manutenção preventiva e preditiva de ativos do sistema elétrico, com foco em usinas hidrelétricas, eólicas e solares.
- Entre os projetos estão Scient (monitoramento de saúde de ativos desde 2021), Aramby (geração eólica e solar) e Argus (monitoramento de transformadores), que cruzam dados para prever falhas e orientar manutenções.
- O Scient ajuda a reduzir paradas e custos, já tendo evitado perdas superiores a R$ 15 milhões no ano passado.
- O Aramby analisa desvios entre a performance prometida pelos fornecedores e a geração efetiva, permitindo intervenções mais assertivas.
- O Argus detecta anomalias em componentes críticos e já está sendo exportado para operações em países como México, Portugal e França, fortalecendo a estratégia global da empresa.
ENGIE Brasil investe em IA para prever falhas, reduzir perdas e evitar crises no setor elétrico. Ferramentas desenvolvidas internamente monitoram ativos de usinas hidrelétricas, eólicas e solares, ajudando na manutenção preventiva e preditiva.
A estratégia da empresa depende de projetos como Scient, Aramby e Argus. O Scient, criado em 2021, cruza dados operacionais para indicar quando é necessária manutenção, evitando falhas em buchas de transformadores e reduções de disponibilidade das usinas. A solução já funciona fora do Brasil, com implantação em operações do grupo em Portugal e França.
Segundo Guilherme Ferrari, diretor de energia renovável e armazenamento, a ENGIE investiu mais de R$ 270 milhões em P&D nos últimos 25 anos, cobrindo cerca de 200 projetos. “A inovação está em toda a empresa”, afirma, destacando que o Scient evita paradas mais longas e reduz custos com manutenção.
O Aramby monitora a performance de ativos de geração eólica e solar para detectar desvios entre performance prometida e efetiva, permitindo intervenções mais assertivas. Ferrari ressalta que cada megawatt perdido representa recurso perdido, tornando a otimização contínua crucial.
O Argus foca no monitoramento de transformadores, identificando anomalias como gases dissolvidos no óleo e falhas em buchas. O sistema facilita planejamento de manutenção, negociação com fornecedores e redução de riscos operacionais, com exportação de ativos para o México já em curso.
A equipe reforça que a meta é ampliar a integração entre unidades do grupo, manter custos sob controle e compartilhar conhecimento. “Tecnologia está aí, mas é preciso ter pessoas capacitadas e troca de informação”, afirma Ferrari, destacando a continuidade de evoluções sem centralizar todo o processo em uma única área.
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