- Ensaio com 90 adultos com sobrepeso e obesidade avaliou a bactéria Akkermansia muciniphila MucT versus placebo, após dieta de baixa caloria e fase de manutenção de 24 semanas (Nature Medicine, 2026).
- No fim da manutenção, o grupo que recebeu o suplemento ganhou menos peso: média de cerca de 1,2 kg de reganho, contra 3,2 kg no grupo que tomou placebo.
- O grupo suplementado também mostrou perda de peso líquida maior ao longo do período de manutenção.
- Possíveis mecanismos citados pelos pesquisadores incluem redução da absorção de energia, melhoria da barreira intestinal, menor atividade inflamatória no tecido adiposo e impacto positivo no metabolismo das células de gordura.
- Segurança a curto prazo foi boa, mas há limitações: acompanhamento relativamente curto, necessidade de estudos mais longos e comparação com outras formulações da bactéria; a resposta pode depender da microbiota intestinal inicial.
O estudo aponta que a bactéria intestinal Akkermansia muciniphila MucT pode reduzir o reganho de peso após dietas em adultos com sobrepeso e obesidade. A pesquisa foi publicada na Nature Medicine em 2026 e envolveu 90 voluntários.
Os participantes passaram por duas fases: oito semanas de dieta de baixa caloria para perda de peso e 24 semanas de manutenção. Durante a fase final, receberam placebo ou o suplemento com a bactéria.
Ao fim, o grupo com a bactéria apresentou menor reganho de peso, em média 1,2 kg, contra 3,2 kg no grupo placebo. Além disso, houve maior perda líquida no grupo suplementado.
Resultados do estudo
Os pesquisadores destacam que a diferença pode indicar um efeito benéfico na estabilidade do peso durante a manutenção. A variação dependeu também da quantidade inicial de Akkermansia spp. no intestino dos participantes.
Não houve relatos de eventos adversos graves no curto prazo. Contudo, o acompanhamento foi limitado e não houve comparação com outras formulações da bactéria.
Mecanismos e limitações
Entre os mecanismos avaliados estão possível redução da absorção de energia, melhoria da barreira intestinal e menor inflamação no tecido adiposo. Pesquisas futuras devem confirmar efeitos a longo prazo e esclarecer a melhor forma de uso.
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