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Quão preocupado devo ficar com PFAS na legging?

Investigação aponta possível PFAS em leggings da Lululemon; especialistas dizem que exposição é pequena frente à alimentação, mas sugerem opções com certificação

A circle of women wearing workout leggings
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  • O procurador-geral do Texas abriu investigação sobre a Lululemon por possível presença de PFAS em roupas de academia; a empresa afirmou que seus produtos atendem padrões de segurança.
  • PFAS são chamados de “químicos eternos” e podem estar presentes em roupas de esporte, água potável e outros itens, com potenciais efeitos negativos à saúde.
  • Pesquisadores alertam que o uso de legging com PFAS pode levar à exposição pela pele, especialmente na região da virilha, e que lavar as peças pode liberar PFAS para o ambiente.
  • A exposição geral a PFAS vem principalmente da dieta e da água que consumimos; estudos indicam que parte significativa da água tratada pode conter PFAS.
  • Certificações como OEKO-TEX e Global Organic Textile Standard (GOTS) ajudam a identificar itens livres de PFAS; algumas marcas citadas com opções livres de PFAS incluem Mate The Label, LNDR e REI Co‑op.

A Procuradoria-Geral do Texas abriu uma investigação sobre a empresa de roupas esportivas Lululemon, após alegações de possível presença de PFAS em suas peças, incluindo leggings. A ação aponta falhas na comunicação sobre segurança, qualidade e impactos à saúde. A marca afirmou que seus produtos atendem normas globais de segurança.

Especialistas ouvidos pelo Guardian explicaram que os PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, podem permanecer no meio ambiente e no corpo por longos períodos. Estudos sugerem que a exposição pode ocorrer principalmente pela alimentação e pela água, com impactos variados na imunidade, função hepática e outras condições de saúde. A permeação pela pele ainda é alvo de pesquisa.

Segundo Alyssa Wicks, pesquisadora da Duke University, o contato com PFAS em leggings pode ocorrer com o suor durante atividades físicas, especialmente em áreas com pele mais fina, como a virilha. Dr. Graham Peaslee, da Duke, aponta que a absorção dermal é uma possibilidade, ainda que a maior parcela da exposição venha de fontes alimentares e hídricas.

Os especialistas destacam que nem sempre há transparência sobre a presença de PFAS em roupas. A ausência de avisos em rótulos torna difícil confirmar se o produto é livre dessas substâncias. Em termos de identificação, certificações como OEKO-TEX e Global Organic Textile Standard (GOTS) são apontadas como referências para evitar PFAS.

Entre as recomendações, os especialistas sugerem priorizar filtros de água potável e opções de pisos mais resistentes a PFAS em residências. Em relação às roupas já adquiridas, não é recomendado descartar peças imediatamente. A exposição ocorre por diversas vias, e a alimentação continua sendo uma via de entrada relevante.

Em resposta, a Lululemon afirmou que seus itens cumprem padrões de segurança globais. A investigação busca esclarecer a comunicação sobre segurança, sem indicar consequências diretas para os consumidores. Pesquisadores ressaltam que o risco relativo de uso de leggings com PFAS é geralmente baixo frente à soma de outras fontes de exposição.

Para quem busca alternativas, o mercado oferece opções com certificação que restringe PFAS. Marcas como Mate The Label, LNDR e REI coadunam com padrões que limitam ou proíbem o uso dessas substâncias em suas linhas de roupas esportivas.

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