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Infectologista explica chances de surtos virarem pandemia

Especialista em infectologia diz que hantavirose e Ebola permanecem com transmissão local e baixo risco de pandemia global, sob monitoramento internacional

O hantavírus geralmente é transmitido por roedores, mas, em casos raros, pode ser transmitido de pessoa para pessoa
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  • O infectologista André Bon afirma que o risco de novos surtos de hantavirose e do surto de Ebola se tornarem pandemia é baixo neste momento, com disseminação restrita a regiões específicas.
  • A transmissão ocorre principalmente por contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, não por vias aéreas distantes.
  • O subtipo de Ebola em circulação tem letalidade em torno de vinte e cinco por cento; os casos estão ligados a fatores sociais, dificuldades de acesso a serviços de saúde e conflitos regionais.
  • Na hantavirose, a disseminação internacional é baixa; apenas um subtipo, identificado principalmente na Argentina e no Chile, pode se transmitir entre pessoas.
  • Apesar do controle local, as autoridades de saúde mantêm vigilância internacional constante, destacando que o maior potencial pandêmico continua sendo vírus respiratórios.

O risco de os surtos atuais de hantavirose e de Ebola evoluírem para uma pandemia global é considerado baixo por autoridades de saúde. A avaliação leva em conta a forma de transmissão dessas doenças, que é menos eficiente do que a de vírus respiratórios como a covid-19.

O diagnóstico do especialista é de que os eventos são localizados e com potencial de disseminação limitado. Episódios anteriores de Ebola permaneceram restritos a regiões da África onde a doença já circulava, como Serra Leoa, Guiné e Libéria em 2014, aponta André Bon, coordenador de infectologia do Hospital Brasília.

A dinâmica de transmissão do Ebola envolve contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas contaminadas ou de animais, descartando a difusão aérea. Barreiras sanitárias tradicionais costumam frear o avanço do vírus, segundo o médico.

A taxa de letalidade do subtipo em circulação fica em torno de 25%. Casos dependem de fatores sociais, acesso a serviços de saúde, conflitos regionais e diagnóstico/isolamento precoces, ressalta Bon. A comparação com a cepa Zaire evidencia histórico mais grave.

No caso da hantavirose, o risco de disseminação internacional também é baixo. Apenas um subtipo, identificado na Argentina e no Chile, apresenta transmissão entre pessoas, enquanto a maioria ocorre por contato com urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Sintomas e monitoramento

Ebola costuma iniciar com febre alta, dores musculares e gastrointestinais, evoluindo para manifestações hemorrágicas e choque em estágios avançados. Hantavirose começa com febre e dor no corpo, associadas a sintomas respiratórios, podendo evoluir para insuficiência pulmonar rápida.

Apesar do controle local, o monitoramento internacional permanece ativo. O maior potencial pandêmico continua relacionado a vírus respiratórios, que apresentam transmissão entre pessoas mais eficiente, aponta Bon.

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