Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Biologia sintética e de sistemas redesenha o mundo de forma prática

Centro de Biologia Sintética e de Sistemas da USP consolida uso compartilhado e integração entre pesquisa e inovação, ampliando bioeconomia

Marcos Buckeridge – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
0:00
Carregando...
0:00
  • O Centro de Biologia Sintética e de Sistemas (S2B) da Universidade de São Paulo atua integrando ciência, engenharia e aplicação para transformar biologia em tecnologia.
  • Pesquisas no Brasil avançam na cana-de-açúcar, manipulando o metabolismo da planta para gerar substâncias úteis e biomassa para bioenergia.
  • Em microrganismos, como a bactéria Pseudomonas putida, vias metabólicas estão sendo redirecionadas para produzir compostos de interesse industrial e biopolímeros biodegradáveis.
  • Trabalhos com microalgas exploram a integração de vias metabólicas para otimizar crescimento, produção de biomassa e síntese de compostos específicos, com foco em regulações do metabolismo.
  • O S2B recebeu mais de R$ 1,5 milhão em infraestrutura e convênios superiores a R$ 2 milhões com empresas, apresentando-se como espaço compartilhado que conecta pesquisa e inovação e sustenta a bioeconomia.

A biologia sintética e de sistemas está redesenhando a forma de fazer ciência no Brasil, com foco na integração entre conhecimento, engenharia e aplicação. Em São Paulo, o Centro de Biologia Sintética e de Sistemas (S2B) da USP surge como uma plataforma que articula competências para transformar pesquisa em inovação.

Pesquisadores brasileiros têm avançado em desenho de vias metabólicas, manipulação de plantas e produção de biopolímeros, buscando transformar cana-de-açúcar, microrganismos e microalgas em sistemas capazes de gerar biomassa, energia e substâncias de alto valor. A ideia é entender redes biológicas, não apenas componentes isolados.

O S2B nasceu para consolidar essa lógica integradora na universidade. Ao perder a fragmentação entre áreas, ele busca mobilizar recursos, infraestrutura e parcerias para acelerar aplicações. O modelo enfatiza equipes multitarefa, projetos em parceria e uso compartilhado de espaços.

Até o momento, o centro já investiu mais de R$ 1,5 milhão em infraestrutura laboratorial e fechou convênios que somam mais de R$ 2 milhões com empresas. Tais números indicam a percepção de que a biologia sintética e de sistemas pode conectar ciência e mercado.

A produção científica associada ao S2B demonstra o viés multidisciplinar, unindo engenharia de lignina, biotecnologia microbiana, fisiologia vegetal e conversão de carbono. Isso evidencia uma visão unificada da biologia aplicada a desafios estratégicos.

Essa abordagem envolve também a exploração de soluções para transição energética, segurança alimentar e descarbonização. Pesquisas com plantas, algas e microrganismos apontam caminhos para reduzir impactos ambientais e gerar novas fontes de matéria-prima.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais