- A Semana Nacional de Conscientização sobre Hemangiomas e Anomalias Vasculares foi criada pela Lei nº 14.588/2023, reforçando a importância do diagnóstico precoce de alterações vasculares na infância.
- Hemangiomas infantis são tumores vasculares benignos que crescem nos primeiros meses e, na maioria dos casos, regridem sozinhos; malformações vasculares existem desde o nascimento e não regridem.
- Sinais de atenção incluem manchas na pele, aumento de volume, assimetrias, veias visíveis e sangramento; há alerta para lesões próximas a olhos, nariz, boca ou vias aéreas, crescimento acelerado, dor ou prejuízo funcional.
- O atraso no diagnóstico pode levar a tratamentos inadequados, complicações físicas e impacto emocional; avaliação precoce é essencial.
- O diagnóstico é principalmente clínico; exames como ultrassom com Doppler, ressonância magnética e tomografia ajudam na avaliação. Tratamentos variam conforme o caso, incluindo acompanhamento, propranolol, escleroterapia, laser, embolização ou cirurgia.
A Semana Nacional de Conscientização sobre Hemangiomas e Anomalias Vasculares ressalta a importância do diagnóstico precoce na infância. Hemangiomas aparecem cedo, crescem rápido e, na maioria, regridem com o tempo. Malformações vasculares são estruturais desde o nascimento e tendem a acompanhar a criança.
A campanha, criada pela Lei nº 14.588/2023, destaca que as lesões vasculares podem surgir desde o nascimento ou nas primeiras semanas de vida. Ainda são comuns dúvidas entre pais, reforçando a necessidade de avaliação especializada desde cedo.
Sinais que requerem atenção
Segundo a Dra. Luísa Ciucci Biagioni, cirurgiã vascular, sinais como manchas vermelhas, rosadas ou arroxeadas, aumento de volume ou assimetria devem ser avaliados. Hemangiomas crescem nos primeiros meses; malformações aparecem desde o início.
Outros indicativos incluem lesões perto de olhos, nariz, boca ou vias aéreas, crescimento acelerado, dor, sangramento ou prejuízo funcional. A American Academy of Pediatrics recomenda avaliação no primeiro mês em casos de maior risco.
Riscos da demora e diagnóstico correto
A ideia de que toda mancha é estética leva a atrasos no atendimento ou tratamento caseiro. A confusão entre diagnósticos também pode atrasar a intervenção adequada, elevando o risco de complicações.
Lesões vasculares podem causar dor, infecções, limitações funcionais e impactos emocionais, principalmente quando ficam em regiões expostas. Em alguns casos, há alterações ósseas, musculares ou vasculares profundas.
Diagnóstico, tratamento e acompanhamento
O diagnóstico é principalmente clínico, considerando início, crescimento, cor, temperatura e localização. Exames como ultrassom com Doppler, RM e TC ajudam na avaliação quando necessário.
O tratamento depende do tipo, localização e riscos. Casos leves costumam ser apenas monitorados; situações com risco funcional exigem intervenção. Propranolol é utilizado para hemangiomas; escleroterapia, laser, embolização e cirurgia ajudam em malformações.
Importância do acompanhamento especializado
A médica ressalta que abordagens inadequadas podem agravar o quadro. Não se deve ignorar manchas que crescem, mudam de cor, sangram, doem, ulcera ou interferem na função.
Mesmo sem gravidade aparente, toda suspeita merece avaliação. O diagnóstico precoce reduz sequelas e facilita o tratamento no momento oportuno.
Por Elenice Costola
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