- O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios suspendeu novamente as reuniões que elegeram Alex Manente presidente do Cidadania, deixando incerta a diretoria do partido.
- A suspensão anterior ocorreu em março e foi revertida dias depois; nesta sexta-feira, novo despacho determinou a suspensão de atos do diretório nacional.
- O Cidadania tem apenas dois deputados atualmente: Alex Manente e Arnaldo Jardim; o fundo eleitoral do partido é de R$ 60,2 milhões.
- Manente foi eleito presidente em 4 de março em congresso contestado pela Justiça, que tinha tentado manter a direção anterior de Comte Bittencourt, hoje no PSB.
- A disputa continua, com possibilidade de recurso ao TSE e avaliação de quem deve assumir a direção, mantendo o impasse entre fatos legais e autonomia partidária.
O TJDFT voltou a suspender a eleição de Alex Manente (Cidadania) à presidência do partido. A nova decisão mantém bloqueadas as reuniões que definiram a diretoria, iniciadas no congresso contestado na Justiça.
A ação envolve o próprio partido Cidadania, o deputado Manente e outras lideranças que já deixaram a legenda. O caso começou com questionamentos sobre a legalidade do encontro que escolheu a nova diretoria.
A suspensão complica o futuro da direção, pois os mandatos vigentes na época estavam prestes a encerrar. Parte dos envolvidos já havia migrado para outras siglas, ampliando a incerteza.
Contexto recente
O Cidadania atualmente tem dois deputados, Manente e Arnaldo Jardim, de São Paulo. A legenda recebe, de acordo com dados oficiais, R$ 60,2 milhões do Fundo Partidário.
Manente foi eleito presidente em 4 de março deste ano, em congresso partidário cuja realização é contestada na Justiça. Outra ala defendia a continuidade de Comte Bittencourt, que comandou o partido até 2023.
Comte Bittencourt hoje está no PSB. Critovam Buarque, ex-governador e ex-senador, também mudou de partido e ingressou ao PSB, segundo registros judiciais do caso.
Os advogados do grupo afirmam que a reunião do Diretório Nacional que convocou o congresso foi realizada sem quórum, tornando as deliberações inválidas. A defesa sustenta irregularidade estatutária no ato.
O desembargador Rômulo de Araújo Mendes aceitou, em 18 de março, a maioria dos argumentos e suspendeu as deliberações. O processo foi redistribuído a José Firmo Reis Soub, que revogou a suspensão em 25 de março.
Em 1º de julho, Mendes reassumiu o caso, e em 3 de julho voltou a suspender a reunião do diretório nacional e seus efeitos, incluindo a escolha dos dirigentes. A disputa segue em andamento.
A Folha apurou que a disputa ainda não tem solução. A diretoria escolhida no congresso pode tentar levar o caso ao TSE e solicitar esclarecimentos ao desembargador sobre quem deve assumir a liderança do partido.
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