- O senador Flávio Bolsonaro pediu ao STF a suspeição do ministro Alexandre de Moraes em processos ligados ao caso Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, querendo que as petições sejam encaminhadas a André Mendonça, relator.
- A defesa aponta possível relação entre Moraes e Vorcaro, citando mensagens trocadas no dia da prisão do banqueiro, em 17 de novembro de 2025.
- As mensagens mostram Moraes recebendo informações de Vorcaro sobre a venda do Master a investidores dos Emirados, com uso de recurso de visualização única para manter sigilo.
- Também é mencionada a contratação do escritório da esposa de Moraes pelo Banco Master, no valor de R$ 80,2 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
- Além disso, há relatos de viagens do casal Viviane e Alexandre em aeronaves ligadas a Vorcaro; o pedido de Flávio ocorreu após Moraes solicitar parecer da PGR sobre inclusão de Flávio no inquérito envolvendo Eduardo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro solicita a suspeição do ministro Alexandre de Moraes em processos relacionados ao caso Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido foi apresentado ao STF na última segunda-feira, 1º, e visa encaminhar as peças para o ministro André Mendonça, relator da matéria.
A defesa do senador aponta possível relação entre Moraes e Vorcaro com base em mensagens trocadas no dia em que Vorcaro foi preso, 17 de novembro de 2025. Os advogados destacam conversas ocorridas entre às 7h19 e 22h, incluindo mensagens apagadas após leitura.
Segundo o material, Vorcaro relatou a Moraes detalhes da tentativa de venda do Master ao grupo Fictor, em parceria com investidores dos Emirados Árabes. Moraes visualizou as mensagens às 8h16 e posteriormente liberou respostas com emoji de aprovação.
À noite, as comunicações continuaram até as 20h48, quando Moraes reagiu positivamente. Às 22h, Vorcaro foi detido pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, ao tentar embarcar para Dubai. Os arquivos foram obtidos pelo Estadão via a PF.
Além das mensagens, a denúncia envolve o contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, o escritório recebeu cerca de R$ 80,2 milhões do Master, segundo dados declarados pelo banco à Receita Federal.
O contrato previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por três anos, com atuação em defesa de interesses do Master e de Vorcaro junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso. Também constam viagens de Viviane e de Alexandre Moraes em aeronaves de empresa ligada a Vorcaro.
Os advogados de Flávio apontam ainda que a solicitação de Lindbergh Farias (PT-RJ) para a abertura de investigação contra Flávio foi atendida por Moraes, após reportagem do The Intercept Brasil sobre o financiamento do filme Dark Horse, ligado à atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A defesa alega que isso comprometeria a imparcialidade.
Em resposta, Flávio pleiteia que o pedido de Lindbergh seja retirado do inquérito sob Moraes e distribuído por prevenção ao ministro André Mendonça, indicando necessidade de nova tramitação da ação. O desdobramento envolve o andamento de processos no STF e o possível envolvimento de Moraes em casos ligados a Vorcaro.
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