- Hugo Motta pretende votar a PEC que põe fim à escala 6×1 na quinta-feira, 28, em comissão especial e no plenário, em dois turnos.
- A primeira reunião de Motta com o presidente Lula está marcada para segunda-feira, 25, para alinhavar a negociação.
- O objetivo é definir uma regra de transição para amenizar impactos nos setores afetados.
- Lula tem defendido publicamente a aplicação imediata da nova regra, mesmo com a possibilidade de transição nos bastidores.
- As propostas discutidas preveem implementação progressiva entre 3 e 5 anos, com o governo buscando reduzir esse prazo.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende amarrar a votação da PEC que encerra a escala 6×1 para próxima quinta-feira (28). A ideia é que o texto passe pela comissão especial e pelo plenário da Casa em dois turnos, com aprovação prevista no mesmo dia.
A reunião entre Motta e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está marcada para esta segunda-feira (25), a pedido do petista. O encontro tem como objetivo alinhar expectativas sobre a adoção de uma regra de transição que mitigue impactos da proposta.
Lula tem defendido publicamente a aplicação imediata da nova regra, enquanto o governo negocia para promover uma transição que reduza a oposição empresarial. Nos bastidores, contudo, a equipe governista já trabalha com a ideia de um desengate gradual.
Propostas em discussão
As propostas em debate apontam uma implementação progressiva ao longo de 3 a 5 anos, com a possibilidade de reduzir esse prazo conforme o desenho final da regra. O objetivo é equilibrar o efeito da PEC com necessidades de setores impactados.
A tramitação rápida segue como prioridade do governo, que busca fechar o texto ainda neste ciclo legislativo. A definição de regras de transição deve ser formalizada em acordo entre o Executivo e o Legislativo.
A posição de setores empresariais tem sido considerada nas negociações, com avaliações sobre impactos econômicos e ajustes necessários para manter a atividade produtiva estável durante a transição.
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