- A PF rejeitou a primeira proposta de colaboração premiada de Daniel Vorcaro na investigação do Banco Master, por não ver novos elementos de investigação.
- A PGR também recusou a proposta, mas mantém as conversas com Vorcaro, entendendo que o acordo ainda pode prosperar com novas informações.
- A avaliação da PGR é de que o processo de convencimento tende a ser lento, com expectativa de duração entre três e seis meses.
- Vorcaro (ex-banqueiro) foi preso preventivamente na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em quatro de março, e passou a negociar a delação.
A PF rejeitou na quarta-feira a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão levou em conta que as informações apresentadas não trouxeram novos elementos de investigação relevantes.
Além da PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também recusou a primeira proposta de colaboração. No entanto, o órgão decidiu manter as conversas com Vorcaro, adotando uma postura de continuidade nas negociações.
A avaliação na PGR é de que o processo de convencimento é lento e pode se estender por três a seis meses. Vorcaro apresentou a delação durante a investigação da Operação Compliance Zero, deflagrada em 4 de março.
Vorcaro foi preso preventivamente na terceira fase da operação. Em seguida, alterou a equipe de defesa e passou a negociar a delação, com o criminalista José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, atuando nas tratativas.
A reportagem aponta que Vorcaro inicialmente buscou acordos com a PF e com a PGR. Procurado pelo Valor na quarta-feira, Juca não se manifestou sobre o andamento das tratativas.
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