- A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa em operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
- A Justiça determinou bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane, além de bloqueios de patrimônio e financeiras para outros investigados.
- A operação Vérnix investiga o uso de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP) como empresa de fachada para movimentar recursos da cúpula do PCC e repassar valores a familiares de Marcola e a terceiros.
- Além de Deolane, foram cumpridos mandados contra Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro do grupo; e contra Alejandro Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Marcola e Alejandro Camacho já estão presos.
- A investigação começou em dois mil e dezenove, com indícios de movimentações financeiras incompatíveis e uso da transportadora como braço financeiro do PCC; houve depósitos suspeitos para contas de Deolane, totalizando cerca de R$ 1,067 milhão, e quase sessenta depósitos para duas empresas da influenciadora, somando aproximadamente R$ 716 mil.
Deholane Bezerra foi alvo de uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, deflagrada nesta quinta-feira (21.05.2026) contra suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital. A Justiça também decretou prisões de Marcola, seu irmão Alejandro Camacho e demais envolvidos.
A operação Vérnix investiga o uso de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP) como fachada para movimentar recursos da cúpula do PCC e repassá-los a familiares e terceiros. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços associados à influenciadora em Barueri (SP).
Deolane havia retornado ao Brasil na quarta-feira (20.05) após passagem pela Itália. O nome da influenciadora constou na Difusão Vermelha da Interpol. A ação também cumpre mandados contra Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro da organização.
Entre os alvos da Justiça estão famílias de Marcola e operadores ligados ao esquema. Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola, teriam mandados em Espanha e Bolívia, respectivamente, segundo apuração. Marcola e Alejandro Camacho já estão presos.
Blockings patrimoniais foram determinados pela Justiça, além de medidas financeiras. Entre os bens listados estão 39 veículos, avaliados em mais de 8 milhões de reais, e bloqueios financeiros que somam 357,5 milhões de reais. Deolane tem bloqueio de 27 milhões de reais.
A investigação tem origem em 2019, a partir de apreensões em Presidente Venceslau. Manuscritos citavam ordens da facção e contatos com integrantes de alto escalão, incluindo menções a ações violentas contra agentes públicos.
Em 2021, operação Lado a Lado identificou movimentações incompatíveis e uso da transportadora como braço financeiro do PCC. A apreensão de celular de Ciro César Lemos, apontado como operador, abriu linha de apuração sobre repasses a uma influenciadora digital de projeção nacional.
Segundo a apuração, Depositos a contas de Deolane somaram mais de 1 milhão de reais entre 2018 e 2021, com valores fracionados inferiores a 10 mil reais. Quase 50 depósitos também foram encontrados em duas empresas ligadas à influenciadora, totalizando 716 mil reais.
A polícia afirma não ter evidências de prestação de serviços advocatícios que justificassem os repasses. A Justiça ressalta indícios de movimentações suspeitas, risco de fuga, ocultação de patrimônio e possível interferência na investigação.
Entre na conversa da comunidade