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Comissão da 6×1 promove seminários em dois estados enquanto aguarda relatório

Comissão da 6x1 realiza seminários em dois estados enquanto relatório de Leo Prates é adiado para a próxima semana

Comissão da PEC 6x1 realizou audiência nesta terça-feira (19) sobre os impactos da jornada para a classe trabalhadora
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  • A comissão da PEC do fim da 6×1 promove dois seminários nesta quinta-feira, em Belo Horizonte e em Florianópolis, enquanto aguarda o relatório do deputado Leo Prates.
  • Prates adiou a apresentação do texto para a semana seguinte, com votação prevista para 28 de maio; o cronograma original previa votação em plenário nos dias 26 e 27 de maio.
  • O relator busca um possível período de transição para a redução da jornada a quarenta horas, sem perda salarial, e ainda estuda como ficar a compensação às empresas.
  • A discussão envolve duas propostas em tramitação: uma de 2019, de Reginaldo Lopes, e outra de Erika Hilton, apresentadas para reduzir a jornada sem reduzir salários.
  • Há estimativas de impacto econômico apontando até 160 bilhões de reais para empresários, com governo defendendo compensação não prevista em ações históricas como a CLT de 1988.

A comissão responsável pela PEC do fim da 6×1 realiza dois seminários nesta quinta-feira, 21 de maio, enquanto aguarda o relatório do deputado Leo Prates. O texto deve ser apresentado na próxima semana, com votação prevista para 28 de maio. Os trabalhos contam com a participação de parlamentares e representantes de governo.

O cronograma ficou atrasado após Prates remarcar a votação. Ele pediu mais tempo para fechar o texto e terá reuniões com o presidente da Câmara, Hugo Motta, além de interlocutores da base governista e da oposição para buscar um acordo sobre o tema.

Seminários em Belo Horizonte e Florianópolis

Às 10h, o grupo vai a Belo Horizonte, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Estão presentes Prates, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT), Reginaldo Lopes (PT-MG) e os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Luiz Marinho (Trabalho).

Em Florianópolis, o mesmo grupo participa de debate na Assembleia de Santa Catarina. Comparecem representantes de centrais sindicais, federações setoriais e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai.

A nova data para votação altera o cronograma de Motta, que planejava aprovar o texto em plenário nos dias 26 e 27 de maio. A expectativa agora é levar o parecer ao plenário no dia 28.

O relatório, por sua vez, pode chegar em 25 de maio para permitir ajustes mínimos antes da sessão. A disputa principal envolve o tempo de transição. O governo defende fim imediato da escala 6×1; a oposição propõe até 4 anos para chegar a 40 horas semanais.

Prates busca um meio-termo, com possível transição entre 2 e 3 anos, para atender a ambos os lados. A proposta sustenta três pilares: redução para 40 horas, fim da escala 6×1 com dois dias de folga e manutenção dos salários.

Há ainda discussão sobre a compensação para as empresas. Setores produtivos estimam impacto de cerca de R$ 160 bilhões e pleiteiam amortização, enquanto o governo rejeita esse custo e cita conquistas históricas da CLT e da redução de jornada.

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